Saindo da zona de conforto

Saindo da zona de conforto

A vida muda o tempo todo. Nada é constante, tudo é fluxo, movimento. Mas e a nossa vida, será que ela também muda o tempo todo? Quantas pessoas nós não conhecemos que estão vivendo suas vidas sempre do mesmo jeito? Quem sabe nós não somos algumas delas? Se não, quantas vezes não ficamos estagnados numa mesma fase por muitos anos? Como somos vida, como estamos vivos, temos que fluir junto com ela. Temos que nos mexer e movimentar a nossa vida.

Eu mesma sempre procurei mudar as coisas na minha vida a cada ano. Pelo menos eu mudava a rotina, me dedicava a coisas novas, fazia um novo curso, por exemplo. Mas hoje vejo que isto era apenas uma pequena mudança, na verdade, era uma ilusão para eu achar que me movimentava de fato. Realmente eu não caia na rotina, mas quando falo em movimento de vida, falo em algo muito maior. É mudar mesmo! É mudar internamente, se renovar, se reinventar, para usar esta palavra tão em moda hoje em dia.

A mudança interna vai acarretar mudanças externas, nisto não há dúvida. Mas também podemos começar pela mudança externa, forçá-la a acontecer, para conseguirmos mudar um padrão interno. Para isto precisamos sair da nossa zona de conforto, expressão tão utilizada ultimamente, mas extremamente verdadeira.

Sair da zona de conforto é difícil, pois nela nos sentimos sempre seguros. Porém nela não há desafio, não há crescimento, não há superação. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, nem interna, nem externamente.  Podemos ser e fazer o que nós quisermos, o que nos propusermos, mas para isto precisamos nos transformar realmente, nos superar.

O ser humano é extremamente adaptável, e eu sempre achei que tudo é uma questão de hábito. Mudar nossos hábitos no início é difícil, com certeza, assim como qualquer momento de transição e de mudança, mas depois de certo tempo  tudo começa a fluir naturalmente. Esse tempo vai depender muito de cada um e vai variar de acordo com o nosso entusiasmo, expectativas e disponibilidade para encarar o novo. O mais importante de tudo é ter em mente que nada é definitivo, com isto nos sentimos livres para mudarmos sempre e ousamos sair de nossa zona de conforto.

É natural do ser humano buscar conforto e comodidade. Mas se pararmos para pensar bem, veremos que isto é verdade até certo ponto, pois se não, corremos o risco de estagnarmos e vivermos num marasmo tedioso. Você pode chegar e me dizer: “Não corro esse risco, pois trabalho muito e não tem como minha vida ficar tediosa”. Sim, concordo. Tédio não existirá, mas comodismo e hábito sim, e isto ao longo de muito tempo pode não ser bom, pode fazer você se transformar num robô, de entrar num grande automatismo.

O mais importante para você é saber, de fato, se já está na hora de largar a zona de conforto. “Como vou saber?” Simples. Faça as seguintes perguntas para você mesmo: Eu estou feliz? Estou me sentindo bem?  Sinto-me leve, interessado pela vida? Se a resposta a todas estas questões forem positivas, perfeito, você está crescendo. Mas se não, se há alguma insatisfação, alguma inquietação, se você sente alguma frustração, está na hora de criar coragem e procurar uma mudança significativa na sua vida. Como você irá fazer isto é com você, mas uma coisa é certa: você terá que sair da zona de conforto.

O desconhecido gera desconforto, isto é natural. É importante que você saiba disso. Mas para mudar, para resolvermos questões internas ou mesmo externas, precisamos olhar para a  frente, para o novo, e o novo é desconhecido. Dá aquele friozinho na barriga e a vontade de se agarrar aos velhos hábitos, conceitos, padrões e ao que dá segurança. Não nos permitimos sair da zona de conforto. Então, sinto comunicar, não alcançaremos mudança nenhuma, não cresceremos, nem evoluiremos.

A maioria das pessoas espera sentir a vontade, o ímpeto de mudar seu comportamento para, então, colocar tudo em prática. Mas isto não funciona. Tem uma hora que precisamos fazer um esforço. Você não pode esperar as coisas acontecerem espontaneamente porque isso não vai acontecer nunca, se não tiver um empurrão consciente da sua parte. Você precisa colocar a mudança em andamento, na prática, no seu comportamento. E quanto mais você for fazendo isto, mais fácil se tornará, e chegará um dia em que acontecerá espontaneamente.

Um dia assisti a um programa de TV no qual um salva-vidas que fazia resgate no mar, de helicóptero, falou algo que ilustra bem o que digo. Foi perguntado a ele se não tinha medo, que respondeu que no início sim, mas que de tanto fazer aquilo, passou a se acostumar. E ele mesmo afirmou: “Se tornou conhecido e quando se torna conhecido você perde o medo, o desconforto.”

A vida é assim, gente! Queremos crescer, queremos mudar? Temos que ousar, temos que largar a segurança, temos que sair da zona de conforto. Quando nos acostumamos já está na hora de dar o outro salto, está na hora de mudar, de desacostumar, de encarar o novo, de encarar mais um desafio, de se superar. E tudo isto faz-nos sentir extremamente vivos!

Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao publicar este artigo).

 

 

Guerreiros de Alma

Guerreiros de Alma

Fazer escolhas é algo difícil, quebrar padrões também requer muito esforço. Mas e quando se juntam as duas coisas, e ainda por cima temos que quebrar padrões não só internos, mas padrões externos vigentes?

Pois é, precisa-se de muita coragem, força e autoconfiança para conseguirmos fazer isto. Poucos as têm, e como eu os admiro! São pessoas que estão mais voltadas para o seu próprio crescimento pessoal – o que está diretamente ligado à autorrealização – do que para cumprir um caminho traçado pela maioria, muitas vezes sem verdade, muitas vezes um caminho de acomodação e frustração.

É muito fácil nos acomodarmos e comprarmos uma vidinha esquemática e comportada, onde parece que tudo está no lugar e seguro. Mas para algumas pessoas – e eu me incluo aqui – se não podemos ser nós mesmos, se não podemos exercer nosso talento e vocação, se nos sentimos aprisionados, de nada isto vale.

Muitos que jogam tudo para o alto e vão atrás de seus sonhos, ou melhor, de manterem suas próprias identidades e não se corromperem internamente, são acusados de insensatos, loucos, insanos.

Mas estas pessoas, mesmo que passem por dificuldades, mantendo a certeza de suas escolhas e decisões, acreditando que têm como aliado o Universo ( e ele realmente é um aliado, só precisamos ter fé nele e ouvir seus sinais), não se arrependem. E para estas pessoas depois da tormenta, o sol volta a brilhar, mas no lugar e da forma que elas querem.

A diferença de valores e objetivos de vida entre as pessoas é grande. O que pode ser seguro e satisfatório para uns, pode ser aprisionamento para outros. E acho que não cabe a ninguém julgar e sim respeitar as escolhas do outro.

Acredito que viemos ao mundo para sermos felizes e crescermos, as duas coisas juntas. E estas duas coisas só podem acontecer se somos fiéis a nós mesmos. Dificuldades fazem parte da vida e muitas vezes são testes para o caminho escolhido.

Mas tenham certeza que o Universo ajuda estes que não se desviam de seus propósitos, estes que não se desviam de si mesmos. Estes estão em comunhão com o Universo, e mesmo que passem por dificuldades no início, mesmo que seja difícil, vencerão, porque acreditam em si e na vida, e sabem que são merecedores.

Coragem para mudar e enfrentar tudo e todos não é para qualquer um, é para aqueles que são guerreiros de alma, e só isto já os fazem merecedores.

Quanto mais entramos em contato com nós mesmos, mais encontramos as nossas verdades e a força para sustentá-las, pois nos aproximamos cada vez mais de nossa essência, da fagulha divina que habita cada ser. É nela que se encontra toda a sabedoria que possuímos, assim como toda a verdade de nosso coração. É nela a morada de nosso mestre interno, aquele que sabe o caminho e os meios para percorrê-lo.

Chamo estas pessoas de guerreiros de alma porque vão atrás de seus objetivos e propósitos, com a força de suas essências, com a força de suas almas, com a força divina que reconhecem dentro de si.

Sejamos guerreiros de alma e tragamos mais verdade para o mundo que habitamos!

 

Anna Leão. (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo)

Mudando a energia

Mudando a energia

É muito difícil mudarmos a energia em que nos encontramos quando algo ruim nos acontece, quando estamos mal, preocupados, tristes. Mas não é impossível, e é o melhor a fazer, pois energia é tudo, ou melhor, é a base de tudo.

Aqui cabe bem os conhecimentos antigos que vêm sendo veiculados atualmente para o mundo através de livros e filmes como “Quem Somos Nós?” e “O Segredo”, que falam tanto sobre a Lei da Atração.

Esta Lei é algo há muito conhecido e nunca foi nenhuma novidade para aqueles que conhecem magia, alquimia, ocultismo e as filosofias herméticas.

O que pensamos, atraímos, o que sentimos, atraímos. Aliás, acho que o sentir é mais forte do que o pensar. Abrindo um parênteses: sempre troquei o “Penso, Logo Existo” de Descartes, pelo “Sinto, Logo Existo”.

Não adianta pensarmos e mentalizarmos que vamos resolver uma questão se sentimos dúvida, medo, ansiedade ou preocupação em relação a ela. Precisamos sentir a confiança que tudo dará certo.

Convenhamos que isto não é fácil quando algum problema se apresenta para nós.

Recentemente passei por uma situação onde senti uma “puxada de tapete” sob meus pés. Levei mesmo uma rasteira, uma punhalada pelas costas. Senti-me extremamente triste, injustiçada, golpeada, sem falar na preocupação que a situação me trazia.

Neste dia desabei, chorei, externei a tristeza e a frustração que me acometiam. Perdi completamente a vontade de fazer qualquer coisa e fiquei em silêncio, quieta (depois de já ter desabafado com algumas pessoas).

Fiquei olhando para o vazio, sentindo a dor, a decepção, o luto. Isto é extremamente importante para a nossa saúde física e psíquica e não deve ser reprimido.

Porém, há uma linha bem tênue entre sentirmos a dor, o golpe, e ficarmos nos prolongando nela além da conta e entrando no papel de vítima. Fui vítima, sim, mas não iria me vitimizar.

No mesmo dia, quando fui dormir, à noite, fui até a janela e olhei o céu, que estava estrelado como há muito eu não o via.

Comecei a comungar com as estrelas, com o Universo e senti uma força muito grande em mim. Senti-me confiante, segura, com a certeza que as coisas iriam melhorar muito. Pedi uma ajuda, um caminho e a sabedoria para reconhecê-lo e segui-lo.

Fui dormir bem, me sentindo fortalecida, inteira, centrada.Na manhã seguinte acordei também bem, mas ao levantar da cama já me via a pensar em toda a situação problemática do dia anterior. A mente, como sempre, querendo passar de serva à senhora.

Geralmente temos tendência a isto, não é? Já acordamos pensando no problema em vez de deixarmos a nossa própria energia nos levar, nos conduzir. Já trazemos a carga pesada do problema, da dor.

Mudemos isto, por favor. Esta atitude que cisma em pensar no problema, em trazê-lo de volta, em vez de respeitarmos o nosso estado de espírito original, só serve para nos colocar num poço sem fundo e não permitir olharmos o brilho das estrelas que nos iluminam. E não  esqueçam-se, o Sol também é uma estrela.

Munida desta consciência, parei logo de pensar no problema, até porque não tinha nada que eu pudesse fazer imediatamente, e resolvi me concentrar na energia da noite anterior.

Não precisei fazer esforço nenhum para me ver e sentir mais leve, bem-humorada, e brincalhona. Apreciei o dia, meu entusiasmo voltou e também minha alegria.

É nessas horas que não dá para deixar de pensar em alguns provérbios como, “Nada como um dia após o outro”. E também, “Depois da tempestade vem a bonança”. Ela não veio, mas ainda virá, está a caminho, tenho certeza disto!

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto)

 

Caminhos…

Caminhos…

Os caminhos podem ser muitos na vida. Mas também existem pessoas que percorrem apenas um caminho a vida inteira. Se for o verdadeiro caminho dessas pessoas, ele é o suficiente para fazê-las crescer, evoluir, ser feliz.

Existem vários tipos de caminhos. Desde caminhos profissionais até caminhos espirituais. Muitas vezes trilhamos vários caminhos durante nossa jornada, dos mais variados. Outras vezes não, nos contentamos com poucos.

O importante é que a maioria dos caminhos é válida. Pois as pessoas são diferentes, têm naturezas diversas, energias distintas, destinos próprios.

Um caminho espiritual, por exemplo, pode ser maravilhoso para um, mas não servir para outro.

Assim como existem vários caminhos profissionais ou de estilo de vida que são válidos, assim também é na esfera da espiritualidade. É como o ditado: “Todos os caminhos levam a Roma”. É claro que há caminhos que não levam, mas não estou falando desses.

Há pessoas que não seguem um caminho espiritual, mas isto já é um caminho. Ser ateu, por exemplo, é um caminho, que também deve ser respeitado. De maneira alguma ser ateu quer dizer que a pessoa não seja do bem, não tenha bons sentimentos. Muitas vezes pode até ser alguém que está num momento mais evoluído do que outros que seguem alguma religião. E estes, exatamente por isto, podem achar que têm mais conhecimento, que são seres iluminados, não percebendo os seus egos inflados e seus pré-julgamentos. Não que a religião faça isto. Mas é a própria pessoa que, muitas vezes, sem perceber, a usa para exaltar o seu ego, e muitas vezes, também, para controlar o outro. Além de que religião não é a mesma coisa que espiritualidade. Esta última é mais interna e pessoal, ao mesmo tempo em que é mais abrangente, e independe de religião.

Respeitar o caminho do próximo, sua escolha, não julgar, é muito difícil. Mas devemos tentar se queremos mesmo crescer, evoluir. Todos nós julgamos: o ateu, o católico, o umbandista, o kardecista, o budista, o pagão, o mago, o cabalista, o evangélico, o bruxo, desculpe se esqueci de você, mas você também julga. Claro que não podemos generalizar, mas falo da maioria, inclusive de mim – poderia a te me justificar, mas não vou fazer isto, pois sempre temos uma justificativa para os nossos erros.

Sabe por que julgamos? Porque não entendemos alguém que pensa diferente de nós. Por exemplo, se somos artistas, julgamos os “engravatados”, que por sua vez nos julgam. E todos esquecem que cada um tem sua função importante na sociedade, neste mundo. Que um é importante para o outro, mesmo que não se identifiquem. E é aí que está o pulo do gato: APRENDER A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS. Acho que esta é a chave para a grande evolução. E quem sabe, ao se permitir conhecer o outro, não encontraremos grandes afinidades, independente do papel social que aquela pessoa personifica? Ou talvez, exatamente por ela ser tão diferente, ela não vai nos descortinar um mundo novo, cheio de novas e interessantes descobertas e possibilidades?

Permanecer fiel às nossas escolhas é muito importante, mas precisamos aprender a respeitar a escolha do outro também. Precisamos entender que cada um sabe de si, ou pelo menos deveria. O que é bom pra nós não é necessariamente bom para o outro e vice-versa. Isto não impede a troca, mas o outro precisa querer esta troca. Ele não está errado se ele não quiser. Ele tem o tempo dele, ele tem o seu próprio universo.

Acredito que a melhor forma de colocar em prática a nossa espiritualidade é olharmos para nós mesmos e, a partir daí, fazermos nossas próprias escolhas, sem nos deixarmos influenciar, sem nos deixarmos pressionar, mas sabendo respeitar também a escolha do outro.

 

Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo).

 

Resgatando as nossas partes e devolvendo as que não nos pertencem

Resgatando as nossas partes e devolvendo as que não nos pertencem

Durante a nossa vida, na qual vamos tecendo relações, vivendo experiências, vivenciando encontros e despedidas (assim como reencontros), nós doamos e recebemos.

Somos seres complexos, temos várias facetas, não somos apenas uma única coisa. Tanto é que a percepção que os outros têm de nós varia muito de pessoa para pessoa. E é claro que isto tem muito a ver com o interior destas pessoas, mas isto é outra história. Falar aqui de projeções, identificações ou da teoria da relatividade fugiria do tema que quero abordar: a doação involuntária de aspectos de nós mesmos.  Continuemos com um exemplo.

Eu tenho amigos que me acham uma pessoa engraçada. Já outros não vêm, de jeito nenhum, este traço em mim. Outro exemplo, em uma época da minha vida, ouvi no mesmo dia um amigo me considerar “meio avoada”, enquanto outro dizia que me achava muito prática.

Isto já nos mostra que o importante é confiarmos naquilo que somos – que não é pouca coisa – e não darmos tanta importância ao que pensam de nós. Difícil tarefa? Sim, mas usando a lógica e fortalecendo nossa identidade, e consequentemente nossa autoestima, chaga-se lá.

Bom, falando objetivamente das doações involuntárias, o fato é que vamos deixando pedaços de nós com as pessoas com quem nos relacionamos. E muitas vezes estes pedaços vão embora junto com estas pessoas.

Enquanto estamos nos relacionando, este pedaço, esta parte, ainda nos pertence. Mas quando não temos mais esta relação – e ela se resume a qualquer tipo – muitas vezes o outro leva esta parte de nós, sem percebermos. É como um pequeno roubo de parte de nossa identidade, de nosso ser.

Isto também pode acontecer com pessoas que ainda mantemos contato. Mas mudamos, e o outro também. A relação muda e, de repente, percebemos que, há muito tempo, uma parte nossa não nos pertence mais.

Só que esta parte, por mais que tenhamos mudado, é vital para a nossa integridade. Ela é um aspecto da nossa personalidade, e, muitas vezes, da nossa própria essência. Como resgatá-la então? Bom, primeiro temos que ter a consciência de que perdemos um pedaço nosso e ele nos faz falta. Depois precisamos saber a quem o doamos, quem foi que o levou. Próximo passo, entender o motivo pelo qual o deixamos ir. Último passo: resgatá-lo.

Para resgatá-lo podemos usar técnicas de visualizações. Concentrar-se na pessoa que detém sua parte, chamar essa parte, pedir que ela volte para você – sua parte, não a pessoa, que pode ainda estar presente na sua vida. Procure visualizar a sua parte como uma energia que se desprende do outro e volta para você, mas tenha certeza de que é a sua parte, chame-a.

Você deve estar se perguntando se não detém partes de outras pessoas também. É claro que sim, e muitas vezes são partes que não te fazem bem. Você pode fazer o mesmo processo ao contrário. Perceber que partes que não são suas que você detém, de quem são, por que estão com você – aqui você pode encontrar muitas crenças que te limitam e que de fato não são suas. Mande-as de volta a quem elas pertencem e trabalhe também conscientemente tentando se livrar delas, percebendo que elas não fazem parte da sua natureza.

Outras pessoas também podem te ajudar a resgatar suas partes. Pessoas que vão te propiciar situações, eventos ou sentimentos, que fazem você se lembrar desta parte sua, que está tão longe… Aproveite estas oportunidades para resgatar esta parte novamente, para despertá-la novamente dentro de você, pois sempre há uma sementinha que ela deixou no seu interior. E mesmo longe, ela ainda está ligada a você, nem que seja por um fio tênue de energia, pois esta parte lhe pertence.

A vida é uma troca, damos e recebemos em nossas relações, só não podemos ser roubados de nós mesmos e nem roubar o outro. Receber uma parte nossa que foi perdida – ou roubada – é revigorante, nos dá a sensação de nascermos de novo, e isto mostra o quanto este nosso pedaço nos fazia falta. Estávamos incompletos, não porque o outro foi embora, mas porque ele levou uma parte nossa.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo.)

Passado, presente, futuro… Onde você está?

Passado, presente, futuro… Onde você está?

Ontem recebi um vídeo que se intitulava “Para matar a saudade – túnel do tempo”. Talvez você o tenha recebido também. Ele vem com a trilha sonora de várias músicas de algumas décadas atrás (anos 70, se não me engano), e com imagens de várias lembranças daquela época: produtos, programas de TV (Túnel do Tempo, por exemplo), etc. No final da apresentação, uma mensagem: “A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena”

Com certeza, isto pode ser uma grande verdade. Mas comecei a refletir sobre aquele vídeo… Será que naquela época dávamos tanto valor àquelas coisas como depois que elas se foram?

Ter saudade é bom quando temos um sentimento positivo nesta saudade, quando nos lembramos do que passou com alegria, e não porque não conseguimos fazer o nosso presente melhor do que o nosso passado. Temos que ter cuidado com esse excesso de saudosismo, pois ele pode fazer com que fiquemos mais no passado do que no presente. Ele pode fazer ficarmos parados no tempo. Tem muita gente que se alimenta do passado, que lamenta a época que se foi. Precisa-se estar atento a isto. É importante estarmos inteiros no presente e com os olhos no futuro, e não no passado.

A vida anda pra frente. Ela é movimento contínuo. Se não a acompanhamos, ficamos para trás. Procurar viver o presente da melhor forma possível, e com um vislumbre otimista do futuro, é a forma mais saudável e próspera de viver. Quando falo vislumbre otimista do futuro, falo em se ter metas, objetivos (de qualquer natureza) e estarmos trabalhando neles a partir do hoje. A vida é construção, e só se pode construir o que está por vir e não o que já passou.

Sei que há muitos que preferem o mundo de antigamente ao mundo atual. Eu mesma me imagino melhor vivendo num filme de época, e não numa ficção científica, por exemplo. Tem muita gente que reclama do excesso de tecnologia, de comunicação… Sim, aquela época era mais gostosa, mais calma. Mas eu seria ingrata se não reconhecesse as portas que a tecnologia me abriu. As oportunidades e os ganhos que a internet, por exemplo, me deu e me dá. A facilidade que a comunicação global atual me proporciona. Agora mesmo, quem estaria lendo este meu texto, se não fosse tudo isto? Eu estaria angustiada, em casa, querendo me expressar, com ânsia de colocar as minhas ideias, pensamentos e sentimentos para o mundo, através da minha escrita, e não teria um canal tão rápido e eficiente. Já me vi assim… No início dos anos 90.

O importante é sabermos tirar o melhor de cada momento presente, aproveitar as oportunidades que cada situação nos revela e nos proporciona. Isto é saber viver. Pois em tudo na vida, e em todas as épocas, há os prós e os contras. E o sábio é aquele que não se lastima, simplesmente segue em frente.

Voltando ao vídeo que recebi, ficou claro perceber que as coisas do passado que eu mais gostava, presentes naquela mostra, não eram insubstituíveis. Adorava as músicas, mas depois vieram outras melhores, e continuam vindo, é só saber procurar. Lojas como a Mesbla, existem um monte por aí.  (O que são os shoppings se não uma Mesbla superdimensionada?) E as balas Soft … Bem, não sou mais criança, né?

Vamos tentar fazer do nosso presente o melhor momento de nossas vidas. Afinal, como é bem falado por aí, o nome já diz: ele é um presente. Um presente da vida, do universo. Por mais difícil que esteja seu momento presente, saiba que você pode mudá-lo. Olhar para o futuro com esperança vai ajudar nisto. Olhe para o horizonte e crie metas, objetivos; veja seus sonhos realizados no futuro, e trabalhe no presente para materializá-los. Do passado, traga a experiência e a alegria dos bons momentos vividos.

Se o mundo atual não está muito bom para você, não se preocupe, faça a sua parte. Uma sociedade é formada por indivíduos. Se todos estiverem bem, produzindo e felizes, teremos um mundo melhor. Somos como pequenas células em um organismo gigante. Se cada um for responsável pelo seu presente, poderemos criar um futuro que valha a pena. Faça e viva o seu melhor hoje, o mundo agradece.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

O Calor do inverno

O Calor do inverno

O Solstício de Inverno traz a noite mais longa do ano. A partir daí o sol começa a ganhar força, bem devagarinho e aos poucos. O frio é cortante, o tempo é de introspecção, quietude, silêncio e meditação.  Nos sentimos mais serenos e imóveis, com vontade de nos transformarmos em ursos para termos direito de ficarmos na toca, na caverna, por mais tempo do que o mundo externo permite.

Quem se conecta aos ciclos da natureza, como um praticante do paganismo, por exemplo, sente com mais intensidade esta época do ano. Melhor ainda, percebe-a melhor e a compreende. Muitas vezes parece que tudo para  e fica suspenso; esperando um melhor momento, esperando a próxima estação, que não vem se manifestar somente a partir do Equinócio da Primavera, mas sim, quando esta começa a se anunciar, através do calor do sol, que timidamente aparece, e do degelo – nos países mais frios – que começa a ocorrer. Esta época é o Imbolc, que acontece no início de agosto no Hemisfério Sul.

Mas estamos agora adentrando o inverno, marcado por menos energia solar e mais energia da Terra, que está em seu ápice.  Imbolc ainda está por vir e podemos aproveitar este momento de quietude e interiorização para nos conectarmos com nossa luz interna, a fim de fazê-la brilhar no momento certo, quando o inverno começar a dar os seus primeiros passos rumo a sua jornada no outro Hemisfério.

De nada adianta querermos nos sentir como no verão, por exemplo.  É uma questão de energia reinante. Equinócios e Solstícios são portais de energias. Se nos conectamos com elas, tudo flui de modo harmônico, como são os ciclos da natureza. Mas se começamos a nos atropelar, a nos forçar, acabamos por nos desconectar de nós mesmos, correndo o risco de adoecermos ou ficarmos desequilibrados. Devemos ter atenção, pois infelizmente o mundo atual nos exige uma constância artificial que vai contra os ciclos naturais.

O inverno é momento oportuno para um trabalho de autoconhecimento através de mergulhos profundos em nós mesmos, porém de uma forma suave, prazerosa.  Podemos fazer isto de várias formas como através de meditações, jornadas xamânicas, contato com nosso animal de poder e aliados, oráculos e o que mais a sua criatividade lhe sugerir. Por falar nela, ela está bem de saúde, está mais lânguida, mas presente, e vai se manifestar de uma forma mais diáfana, podemos dizer assim, o que às vezes, pode até ser melhor.

O Solstício de Inverno , no entanto, nos traz uma mensagem de esperança, pois aos poucos e gradativamente, a luz vai aumentando na Terra. Com isto, aproveitamos para nos curarmos e despertarmos nossa criança interior.

Como na lua minguante, o inverno é momento de limpeza, cura e transformação. Porém, é diferente, pois ele anuncia o crescimento da luz solar. Isto nos dá uma sensação de preenchimento e plenitude, diferente do que acontece na lua minguante que ruma para o vazio.

Quando conectados a nós mesmos, neste período do ano, por mais frio que esteja lá fora, sentimos o aconchego proveniente do calor de nossa luz interior. E com o passar dos dias desta estação, ao mesmo tempo em que a luz solar vai ganhando força, a nossa luz interna também vai se intensificando, anunciando o nascimento de um novo ciclo.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

Nota: Em 2017, o Solstício de Inverno acontece, no Hemisfério Sul, no dia 21 de junho.

Pessoa gostosa

Pessoa gostosa

O que te faz estar na companhia de alguém? Por que você é amigo de fulano, gosta de ciclano, admira beltrano? Bom, os três podem ser a mesma pessoa também… De umas décadas para cá, a sociedade visa cada vez mais o status, o poder e a fama, para não falar do dinheiro que está ligado principalmente aos dois primeiros. Com tudo isto, a maioria se preocupa em estar na companhia de pessoas que “fazem e acontecem”, e elas mesmas procuram “fazer e acontecer” para serem bem vistas e bem quistas. Mas será que tudo isto faz sentido realmente? Precisa mesmo de tanta pose?

 

Com todas estas exigências só estamos reforçando uma sociedade superficial, descartável e altamente competitiva. Você realmente gosta de viver numa sociedade assim? Será que lá no fundo é isto mesmo que vai deixar as pessoas felizes? Duvido muito, até porque sei que a felicidade é um estado de ser e independe do externo. Muitas vezes esse externo confunde mais do que qualquer coisa; se você não estiver centrado… Já viu!

 

Para gostar de alguém, querer estar na companhia de alguém, é verdadeiramente importante que esse alguém seja isso ou aquilo? Ou melhor, faça isso ou aquilo? Hoje em dia, infelizmente, se dá mais importância ao fazer do que ao ser, e quando falo em ser, falo de essência, e não de fulano ser advogado, ou médico, ou artista, por exemplo. Falo de alma!

 

Acho que o que realmente importa em relação a uma pessoa é você se sentir bem com ela. É o verdadeiro gostar, e claro, essa pessoa ser verdadeiramente legal com você. Uma amiga minha definiu isto muito bem com a expressão “pessoa gostosa”. “Sabe aquela pessoa gostosa, que é gostoso estar junto…”, disse ela. Sem nenhuma conotação sexual ou comestível, esta expressão se dirige àquela pessoa com quem você tem prazer de estar, simplesmente porque dá gosto estar com ela. É o ser da pessoa, seu jeito, seu astral, que conquista você. Independe do que ela faz ou deixa de fazer, de que cargo ocupa, se ocupa algum cargo, etc. Essa pessoa pode não ser bonita, pode pensar completamente diferente de você, pode ter mil defeitos, mas ela te cativa. A energia dela faz você se sentir bem, você gosta de estar com ela porque, ora, ela é uma pessoa gostosa!

 

Perceba isso na sua vida. Você tem realmente prazer na companhia das pessoas com quem você convive? Falo daquele prazer autêntico, relaxante, inebriante, preenchedor, que também entusiasma, mas sem deixar eufórico, pois aí vira droga. Não falo de barganhas, nem no que a pessoa pode lhe oferecer a nível mundano; falo de companheirismo, de amizade, de carinho, de respeito e de encantamento (bem diferente de deslumbramento).

Diga-me, quantas pessoas gostosas você tem na sua vida? Espero que muitas!!!

Entrando na caverna

Entrando na caverna

Entrarmos em nossa própria caverna periodicamente é de vital importância. Nossa caverna é o nosso refúgio e também o nosso interior mais profundo. Lá é o local do autoconhecimento. É ali que nos encontramos com nós mesmos, nossas particularidades, nossa identidade, nossa ancestralidade, nossa autenticidade.

Ninguém pode ser autêntico se não está em contato com sua própria caverna, com o seu íntimo.

Aquele livro, “Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus”, afirma a necessidade dos homens de entrarem na caverna. Mas um livro escrito totalmente dentro da ótica patriarcal e mundana não percebe que as mulheres também têm esta mesma necessidade de estarem em suas próprias cavernas também.

Aliás, este tipo de literatura está sempre colocando a mulher como uma chata e o homem como um ser livre, sem a noção de como também é vital para a mulher a liberdade. Talvez a liberdade almejada pelo homem seja a de ir e vir. Já a da mulher, é a liberdade de ser, e com esta, ela poderá escolher ir ou ficar, fazer ou não fazer.

Mas a mulher que não mantém um contato permanente com a sua caverna não percebe esta necessidade de ser livre, pois não atinge o seu íntimo e fica a mercê do que o externo dita para ela como comportamento normal a ser seguido.

A mulher já é a própria caverna, mais uma razão para um contato íntimo com este lugar sagrado, repleto de mistérios, de sentimentos profundos e descobertas.

Mergulhando em nossa própria caverna, tanto mulher quanto homem achará  tesouros perdidos, assim como traumas escondidos, mas que precisam ser reconhecidos, para serem curados.

Dentro de nossa própria caverna saberemos, realmente, no que acreditamos, o que queremos, quem somos. Saberemos como agir, como nos colocar, como nos fazer ouvir. Saberemos ocupar com dignidade nosso lugar no mundo.

Mergulhar de tempos em tempos no interior de nossas cavernas nos coloca em contato com nosso lado mais visceral, selvagem, natural. Isto é vital, pois somos seres naturais.

Como ir para a sua caverna? Existem muitos caminhos, muitos transportes também. Só você vai poder saber. Talvez alguns momentos por dia de reflexão já seja o suficiente, ou a ajuda de um bom livro que o faça mergulhar em você mesmo…

O importante é que depois do primeiro contato com sua caverna, você a visite regularmente. E a cada visita explore-a mais, pois sempre há coisas novas que não foram vistas antes.

Também é na sua caverna que você percebe o que não te pertence, o que não faz parte de você, o que é dos outros e não seu. Você, então, transmuta todos esses resíduos tóxicos que te contaminam e te aprisionam.

O contato com sua caverna vai te dar força para você ser você mesmo nas situações mais difíceis. Ser você sempre! E você perceberá que não existe satisfação maior, prazer melhor, do que ser você mesmo, mesmo que para isto tenha que caminhar sozinho, sozinho não, pois você estará preenchido de seu próprio ser. E com certeza encontrará outros na mesma sintonia.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

 

Maternidade

Maternidade

A comemoração do Dia das Mães está chegando e trago para vocês as minhas reflexões sobre a maternidade.

Não acho que toda mulher deva ou queira ser mãe. Acho que existem vários tipos de vidas, de mulheres, de produções e criações. Eu, pessoalmente, sempre quis ser mãe. Tenho um lado maternal muito forte. Desde pequena sonhava em ter muitos filhos. Acabei que tive duas filhas e as criei sem um pai presente. Sendo bem sincera, digo que nunca me importei com isto.

Eu vejo a maternidade como uma missão. Algo que, infelizmente, está desvalorizado, banalizado, e muitas vezes deturpado. Neste mundo atual, que precisamos tanto fazer e acontecer, ser só mãe não dá status. Mas a energia que despendemos, o tempo de que  precisamos para sermos uma mãe presente e atuante na educação e criação de nossos filhos, sem falar na responsabilidade que é, e a satisfação que dá, já justifica uma existência. A saber, a nossa, que somos mães.

Nós produzimos, criamos, ensinamos, nos preocupamos, cuidamos, nutrimos, brincamos, brigamos, sentimos diversas emoções com e por nossos filhos, e ainda por cima, amamos. Não está bom? Precisa de mais para sermos valorizadas como pessoas, como indivíduos?

Claro que temos interesses próprios, e eles variam de mulher para mulher, tanto a quantidade, como o tipo desses interesses. Precisamos também de tempo e espaço para nós (Ah… E como eu preciso!). Porém nada disso impede a maternidade, nem a maternidade impede tudo isso. O que precisamos é nos conhecermos bem, saber até onde podemos ir. Conhecermos os nossos limites e decidirmos se dá para ser a Mulher Maravilha ou não. Aliás, não me lembro dela com filhos; para falar a verdade, de nenhum super-herói. Será que isto quer dizer alguma coisa? Pensemos…

Acho que não existe um tipo ideal de mãe. Cada mulher vai ser mãe do seu jeito, de acordo com a sua própria natureza. Abaixo os estereótipos e rótulos. Agora, o que é preciso é estar inteira no que se faz, em tudo, inclusive, na maternidade. Falo isto porque me choca profundamente ver mães de meninas pequenas, com bom padrão de vida, que reclamam que vão entrar de férias, puramente porque este fato implica que passarão todo tempo com suas filhas. Outras dizem que não conseguem ser mães 24 horas por dia; e as poucas horas que estão fazendo um programa com suas meninas, estão com cara de tédio. Por que as trouxeram ao mundo? Para agradar ao marido, `a família, à sociedade, ou simplesmente, porque queriam mostrar que são mulheres completas?

Tanta coisa está envolvida neste contexto, que se a gente for se aprofundar mais na questão, vamos encontrar mulheres perdidas em si mesmas e no mundo. Fruto de uma sociedade com valores tão disparatados e truncados que confunde a todos. Ninguém é uma coisa só, muito menos se consegue ser apenas uma coisa por 24 horas todos os dias. A questão é como o assunto é abordado: com uma frase clichê negando a importância e o prazer da maternidade.

O que fazer então? Penso que se aprofundar em si mesma, buscar o autoconhecimento e a própria verdade interior. Conhecer suas verdadeiras vocações. Eu, particularmente, acho isto tão prazeroso! Conhecer nossos verdadeiros anseios, os nossos próprios sentimentos, os nossos próprios talentos e potenciais. E antes de tudo, não nos preocuparmos com as aparências e sim com o que realmente nos traz satisfação.

Você pode ser uma excelente mãe de uma forma não convencional. Quando falo em ser excelente, entra aqui a dedicação e o prazer, pois não podemos ser excelentes em nada que não nos dê prazer. E quando temos prazer nos dedicamos. Você só precisa buscar a forma que combine com você para exercer plenamente a maternidade.

Sonhei muitas coisas para a minha vida, uma delas foi ser mãe. Este sonho eu consegui concretizar. Ainda continuo sonhando muitas outras coisas e pretendo também realizá-las. E percebo que não teria espaço na minha vida, nem tempo, nem mesmo energia, para concretizar tudo que sonhei de uma vez só. Algumas áreas ficariam capengas, porque não dá pra ser tudo, pelo menos, não ao mesmo tempo. Hoje, mais madura, percebo que, contanto que me realize, prefiro estar inteira em poucas coisas, do que ser tudo pela metade.

Por Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)