Lughnasadh – o primeiro festival da colheita

Lughnasadh – o primeiro festival da colheita

O festival de Lughnasadh é de extrema importância, pois nos dá a chance de agradecermos por tudo que recebemos no período de um ano. Os povos antigos tinham a grande sabedoria e humildade de saberem agradecer, fato pouco valorizado nos nossos tempo atuais, quando só sabemos pedir.

 Nesta data ( 1 de fevereiro no HS e 1 de agosto no HN), celebramos o sacrifício do Deus em prol da vida de seu povo. O Deus Sol se funde à terra (o ventre da Deusa) dando a sua energia às sementes, propiciando a colheita dos grãos. Porém ele renasce com as próximas colheitas através da benevolência da Deusa. Por Ela, Ele morre, por Ela, Ele renasce.
Do ventre da Deusa surgem, então, as primeiras colheitas, que podem ser traduzidas aqui não só no alimento físico, mas em tudo que colhemos como consequência das sementes por nós plantadas.

Isto quer dizer que este é o primeiro momento de colhermos os frutos de nossos objetivos, de nossas iniciativas. E principalmente agradecer por eles, por tudo que nos foi concedido no período de um ano, tanto as coisas boas, como as “más”, pois sempre ensinam algo. Aqui a Deusa é reverenciada como A Mãe dos Grãos e Senhora dos Animais, pois a conexão com a Natureza e a sua vida selvagem, a fauna e a flora, é muito forte neste sabbat.

 No paganismo celta este festival é dedicado ao Deus Lugh – Deus solar, guerreiro, poeta – e a sua mãe adotiva Taltiu. Diferentemente do mito do Romance da Deusa, nos mitos celtas quem se sacrifica, todos os anos, para que o ciclo da colheita continue é a Grande Mãe, simbolizada pelo sacrifício de Taltiu morrendo ao limpar a planície central da Irlanda para permitir o cultivo.
Lughnasadh é o momento ideal para casamentos, dentro da cultura celta, e não Beltane, como muitos pensam.

Nesta época do ano – meio do verão – vemos esta mesma celebração em várias outras culturas. Yemanjá, por exemplo, é comemorada neste dia também, aqui no Brasil, e ela é a Orixá Mãe.

Este primeiro festival da colheita (ao todo são três na Roda do Ano) é chamado pelos povos anglo-saxãos de Lammas, que se traduz pela Festa do Pão. Neste dia os pães são feitos com os primeiros grãos da colheita e oferecidos aos Deuses antigos. Aqui sabemos que precisamos dar o melhor de nós.

 Anna Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)
Intervalo

Intervalo

Quantas coisas, quantos afazeres, quantos projetos, quanta correria! E neste corre-corre da vida temos que ter cuidado para não nos perdermos do sutil, da magia, da intuição, da criatividade mais primitiva.

Dar uma parada de tempos em tempos é essencial. Tirar um dia para sentir dentro é vital!

Percebo que já faz algum tempo que não escrevo o que vem de dentro, isto é, o que sinto?  Quase um mês, talvez? Isto para mim é muito tempo para não registrar as minhas emoções, as minhas percepções… Textos mais técnicos apenas, porque estou mais técnica, mais prática, mais objetiva.

Que bom! Isto é ótimo para alguém tão viajante quanto eu… Tão diáfana, etérea, dionisíaca, lisérgica. Todas estas características já atribuídas a mim. E, diga-se de passagem, que eu adoro! Pois sou assim também, e gosto de ser reconhecida pelo que sou.

Mas também sou outras coisas. E são elas – meio que opostas daquelas – que vieram ganhando espaço em mim de uma forma mais intensa de uns meses para cá.

Muito movimento, a mente bem desperta – digamos que a mil – alerta, querendo e procurando aprender mais e mais; a técnica, o novo, o inesperado, o que antes não era nem cogitado.

E com tudo isto, muitas vezes, vejo-me tendo que sair do meu tempo interno – aquele mais lento, tranquilo e sereno – para acompanhar o pragmatismo e a rapidez de todos a minha volta. E com isto, me surpreendo percebendo que também tenho um tempo mais ágil. Mas claro, muito longe do estresse. Não me permito chegar a esta neurose. Aqui é só uma questão de ritmo, porém, posso falar apenas de mim.

“Mas como não se perder de si mesma?” -Você pode perguntar. E eu respondo: estando aberta, disponível e feliz por conhecer mais de mim; por cavar mais fundo em busca de tesouros escondidos; por querer me superar, por querer crescer, mas sem me violentar.

Nesta “brincadeira” de corre-corre me vejo passando por uma grande iniciação, em vários sentidos. Algumas mudanças, algumas confirmações, a volta de antigos talentos, conjugação de meus dons, descobrindo outros…  E quanta coisa mais!

O importante é estar fiel ao meu próprio ritmo, fazendo a minha própria música, a minha própria dança e aprendendo a me fazer respeitar por isto e, com isto, a respeitar o outro. Mas para estar fiel ao meu próprio ritmo preciso antes perceber em que ritmo eu me encontro, e  para isto,  se faz necessária a pausa, o intervalo.

Largar tudo, ficar um dia, pelo menos, apenas em contato comigo mesma. Ficar no vácuo, no silêncio, em contato com o universo que habita dentro de mim.
Anna Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

A Lei do Distanciamento – a arte do desapego

A Lei do Distanciamento – a arte do desapego

O Universo é regido por várias Leis Espirituais. Estas leis comandam tudo que há no mundo, inclusive nós, seres humanos, que fazemos parte deste mundo. Estarmos sintonizados com estas leis é a garantia de fluirmos com o Universo, numa prosperidade constante e contínua em todos os níveis de nossas vidas.

Uma destas leis é a Lei do Distanciamento, explanada no livro A sete Leis Espirituais do Sucesso, de  Deepak Chopra.  Esta lei talvez seja uma das mais difíceis a serem compreendidas e postas em prática, devido ao apego existente e estimulado em nossa sociedade ocidental.

A Lei do Distanciamento se baseia no desapego, no soltar. Não devemos nos apegar ao que queremos, aos resultados, aos objetivos finais, a nada. É um pouco daquele preceito: o importante é a jornada. E é isso mesmo! Deleitarmo-nos com o processo, com o tempo presente de nossas ações, rumo aos resultados almejados. Simplesmente ir no fluxo, deixando fluir o movimento que nos levará naturalmente onde queremos chegar.  Não é nos esquecermos de nossos objetivos, muito menos ficarmos de braços cruzados, é apenas nos desapegarmos dele.

Como me desapegar daquilo que quero alcançar?! Pode parecer estranho, até mesmo contraditório, principalmente visto pelo paradigma vigente do apego. Mas não é. Continuamos com nossa intenção – aliás, outra Lei Espiritual, a Lei da Intenção e do Desejo (também  abordada no livro de Chopra). Temos nossa intenção, e, inclusive, ela precisa ser bem clara. Mas não podemos ficar presos nela. Sabemos o que queremos, trabalhamos em prol de conseguirmos atingir nossos objetivos, mas não nos apegamos a eles, em nenhum nível.

Na Lei da Intenção e do Desejo está implícita a certeza da realização de nosso objetivo. A confiança e a autoconfiança que isto gera, permite que a Lei do Distanciamento seja aplicada quase que automaticamente. Se temos a certeza que nosso desejo se realizará, podemos soltá-lo, nos distanciarmos dele, pois, por esta certeza,  já o  sentimos realizado. E, na verdade, ele já está realizado, energeticamente, só falta se materializar. Você percebe como estas duas leis espirituais estão intimamente ligadas? Parecem contraditórias, mas na realidade, uma é consequência da outra.

Para entendermos melhor a Lei do Distanciamento, vamos usar um estado emocional tão presente nos dias de hoje na população, a ansiedade. Ela é um reflexo de como estamos no apego e tão distantes, sem trocadilhos, de nos aprumarmos com a Lei do Distanciamento. Uma das características desta lei, além da certeza de nossos objetivos já alcançados,  é a paciência. Nenhum ansioso é paciente. Quando estamos neste estado, mesmo que não seja constante, estamos sem paciência. A ansiedade é fruto do apego, do imediatismo ou da insegurança. Na Lei do Distanciamento não há lugar para nada disto, pois ela é exatamente o contrário disto tudo. Ela é desapego, paciência e confiança.

Quando estamos em fase, isto é, alinhados, com a Lei do Distanciamento nos sentimos leves, tranquilos e seguros em relação aos nossos objetivos. Conseguimos apreciar melhor a paisagem da estrada, sem a pressa de chegarmos logo ao destino almejado, pois nos sentimos como se já estivéssemos lá, aquilo já faz parte de nós, vemos e sentimos tudo de uma perspectiva maior.

Soltar o problema, a intenção ou mesmo uma situação é termos calma para construirmos o que queremos da melhor maneira. É conseguirmos encontrar soluções para problemas, onde antes parecia que não havia. Aliás, com a Lei do Distanciamento em ação, a probabilidade dos problemas aparecerem em relação ao nosso objetivo é quase nula.

Aplicar a Lei do Distanciamento é olhar tudo com uma visão mais ampla, como a águia que enxerga tudo de cima, percebendo a vastidão de peixes que se encontram no mar para alimentá-la. Com isto ela não se identifica com uma presa apenas, pois ela sabe que o Universo tem Infinitas Possibilidades para suprir a sua fome.

Anna Leão.( Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

 

 

Saindo da zona de conforto

Saindo da zona de conforto

A vida muda o tempo todo. Nada é constante, tudo é fluxo, movimento. Mas e a nossa vida, será que ela também muda o tempo todo? Quantas pessoas nós não conhecemos que estão vivendo suas vidas sempre do mesmo jeito? Quem sabe nós não somos algumas delas? Se não, quantas vezes não ficamos estagnados numa mesma fase por muitos anos? Como somos vida, como estamos vivos, temos que fluir junto com ela. Temos que nos mexer e movimentar a nossa vida.

Eu mesma sempre procurei mudar as coisas na minha vida a cada ano. Pelo menos eu mudava a rotina, me dedicava a coisas novas, fazia um novo curso, por exemplo. Mas hoje vejo que isto era apenas uma pequena mudança, na verdade, era uma ilusão para eu achar que me movimentava de fato. Realmente eu não caia na rotina, mas quando falo em movimento de vida, falo em algo muito maior. É mudar mesmo! É mudar internamente, se renovar, se reinventar, para usar esta palavra tão em moda hoje em dia.

A mudança interna vai acarretar mudanças externas, nisto não há dúvida. Mas também podemos começar pela mudança externa, forçá-la a acontecer, para conseguirmos mudar um padrão interno. Para isto precisamos sair da nossa zona de conforto, expressão tão utilizada ultimamente, mas extremamente verdadeira.

Sair da zona de conforto é difícil, pois nela nos sentimos sempre seguros. Porém nela não há desafio, não há crescimento, não há superação. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, nem interna, nem externamente.  Podemos ser e fazer o que nós quisermos, o que nos propusermos, mas para isto precisamos nos transformar realmente, nos superar.

O ser humano é extremamente adaptável, e eu sempre achei que tudo é uma questão de hábito. Mudar nossos hábitos no início é difícil, com certeza, assim como qualquer momento de transição e de mudança, mas depois de certo tempo  tudo começa a fluir naturalmente. Esse tempo vai depender muito de cada um e vai variar de acordo com o nosso entusiasmo, expectativas e disponibilidade para encarar o novo. O mais importante de tudo é ter em mente que nada é definitivo, com isto nos sentimos livres para mudarmos sempre e ousamos sair de nossa zona de conforto.

É natural do ser humano buscar conforto e comodidade. Mas se pararmos para pensar bem, veremos que isto é verdade até certo ponto, pois se não, corremos o risco de estagnarmos e vivermos num marasmo tedioso. Você pode chegar e me dizer: “Não corro esse risco, pois trabalho muito e não tem como minha vida ficar tediosa”. Sim, concordo. Tédio não existirá, mas comodismo e hábito sim, e isto ao longo de muito tempo pode não ser bom, pode fazer você se transformar num robô, de entrar num grande automatismo.

O mais importante para você é saber, de fato, se já está na hora de largar a zona de conforto. “Como vou saber?” Simples. Faça as seguintes perguntas para você mesmo: Eu estou feliz? Estou me sentindo bem?  Sinto-me leve, interessado pela vida? Se a resposta a todas estas questões forem positivas, perfeito, você está crescendo. Mas se não, se há alguma insatisfação, alguma inquietação, se você sente alguma frustração, está na hora de criar coragem e procurar uma mudança significativa na sua vida. Como você irá fazer isto é com você, mas uma coisa é certa: você terá que sair da zona de conforto.

O desconhecido gera desconforto, isto é natural. É importante que você saiba disso. Mas para mudar, para resolvermos questões internas ou mesmo externas, precisamos olhar para a  frente, para o novo, e o novo é desconhecido. Dá aquele friozinho na barriga e a vontade de se agarrar aos velhos hábitos, conceitos, padrões e ao que dá segurança. Não nos permitimos sair da zona de conforto. Então, sinto comunicar, não alcançaremos mudança nenhuma, não cresceremos, nem evoluiremos.

A maioria das pessoas espera sentir a vontade, o ímpeto de mudar seu comportamento para, então, colocar tudo em prática. Mas isto não funciona. Tem uma hora que precisamos fazer um esforço. Você não pode esperar as coisas acontecerem espontaneamente porque isso não vai acontecer nunca, se não tiver um empurrão consciente da sua parte. Você precisa colocar a mudança em andamento, na prática, no seu comportamento. E quanto mais você for fazendo isto, mais fácil se tornará, e chegará um dia em que acontecerá espontaneamente.

Um dia assisti a um programa de TV no qual um salva-vidas que fazia resgate no mar, de helicóptero, falou algo que ilustra bem o que digo. Foi perguntado a ele se não tinha medo, que respondeu que no início sim, mas que de tanto fazer aquilo, passou a se acostumar. E ele mesmo afirmou: “Se tornou conhecido e quando se torna conhecido você perde o medo, o desconforto.”

A vida é assim, gente! Queremos crescer, queremos mudar? Temos que ousar, temos que largar a segurança, temos que sair da zona de conforto. Quando nos acostumamos já está na hora de dar o outro salto, está na hora de mudar, de desacostumar, de encarar o novo, de encarar mais um desafio, de se superar. E tudo isto faz-nos sentir extremamente vivos!

Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao publicar este artigo).

 

 

Guerreiros de Alma

Guerreiros de Alma

Fazer escolhas é algo difícil, quebrar padrões também requer muito esforço. Mas e quando se juntam as duas coisas, e ainda por cima temos que quebrar padrões não só internos, mas padrões externos vigentes?

Pois é, precisa-se de muita coragem, força e autoconfiança para conseguirmos fazer isto. Poucos as têm, e como eu os admiro! São pessoas que estão mais voltadas para o seu próprio crescimento pessoal – o que está diretamente ligado à autorrealização – do que para cumprir um caminho traçado pela maioria, muitas vezes sem verdade, muitas vezes um caminho de acomodação e frustração.

É muito fácil nos acomodarmos e comprarmos uma vidinha esquemática e comportada, onde parece que tudo está no lugar e seguro. Mas para algumas pessoas – e eu me incluo aqui – se não podemos ser nós mesmos, se não podemos exercer nosso talento e vocação, se nos sentimos aprisionados, de nada isto vale.

Muitos que jogam tudo para o alto e vão atrás de seus sonhos, ou melhor, de manterem suas próprias identidades e não se corromperem internamente, são acusados de insensatos, loucos, insanos.

Mas estas pessoas, mesmo que passem por dificuldades, mantendo a certeza de suas escolhas e decisões, acreditando que têm como aliado o Universo ( e ele realmente é um aliado, só precisamos ter fé nele e ouvir seus sinais), não se arrependem. E para estas pessoas depois da tormenta, o sol volta a brilhar, mas no lugar e da forma que elas querem.

A diferença de valores e objetivos de vida entre as pessoas é grande. O que pode ser seguro e satisfatório para uns, pode ser aprisionamento para outros. E acho que não cabe a ninguém julgar e sim respeitar as escolhas do outro.

Acredito que viemos ao mundo para sermos felizes e crescermos, as duas coisas juntas. E estas duas coisas só podem acontecer se somos fiéis a nós mesmos. Dificuldades fazem parte da vida e muitas vezes são testes para o caminho escolhido.

Mas tenham certeza que o Universo ajuda estes que não se desviam de seus propósitos, estes que não se desviam de si mesmos. Estes estão em comunhão com o Universo, e mesmo que passem por dificuldades no início, mesmo que seja difícil, vencerão, porque acreditam em si e na vida, e sabem que são merecedores.

Coragem para mudar e enfrentar tudo e todos não é para qualquer um, é para aqueles que são guerreiros de alma, e só isto já os fazem merecedores.

Quanto mais entramos em contato com nós mesmos, mais encontramos as nossas verdades e a força para sustentá-las, pois nos aproximamos cada vez mais de nossa essência, da fagulha divina que habita cada ser. É nela que se encontra toda a sabedoria que possuímos, assim como toda a verdade de nosso coração. É nela a morada de nosso mestre interno, aquele que sabe o caminho e os meios para percorrê-lo.

Chamo estas pessoas de guerreiros de alma porque vão atrás de seus objetivos e propósitos, com a força de suas essências, com a força de suas almas, com a força divina que reconhecem dentro de si.

Sejamos guerreiros de alma e tragamos mais verdade para o mundo que habitamos!

 

Anna Leão. (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo)

Mudando a energia

Mudando a energia

É muito difícil mudarmos a energia em que nos encontramos quando algo ruim nos acontece, quando estamos mal, preocupados, tristes. Mas não é impossível, e é o melhor a fazer, pois energia é tudo, ou melhor, é a base de tudo.

Aqui cabe bem os conhecimentos antigos que vêm sendo veiculados atualmente para o mundo através de livros e filmes como “Quem Somos Nós?” e “O Segredo”, que falam tanto sobre a Lei da Atração.

Esta Lei é algo há muito conhecido e nunca foi nenhuma novidade para aqueles que conhecem magia, alquimia, ocultismo e as filosofias herméticas.

O que pensamos, atraímos, o que sentimos, atraímos. Aliás, acho que o sentir é mais forte do que o pensar. Abrindo um parênteses: sempre troquei o “Penso, Logo Existo” de Descartes, pelo “Sinto, Logo Existo”.

Não adianta pensarmos e mentalizarmos que vamos resolver uma questão se sentimos dúvida, medo, ansiedade ou preocupação em relação a ela. Precisamos sentir a confiança que tudo dará certo.

Convenhamos que isto não é fácil quando algum problema se apresenta para nós.

Recentemente passei por uma situação onde senti uma “puxada de tapete” sob meus pés. Levei mesmo uma rasteira, uma punhalada pelas costas. Senti-me extremamente triste, injustiçada, golpeada, sem falar na preocupação que a situação me trazia.

Neste dia desabei, chorei, externei a tristeza e a frustração que me acometiam. Perdi completamente a vontade de fazer qualquer coisa e fiquei em silêncio, quieta (depois de já ter desabafado com algumas pessoas).

Fiquei olhando para o vazio, sentindo a dor, a decepção, o luto. Isto é extremamente importante para a nossa saúde física e psíquica e não deve ser reprimido.

Porém, há uma linha bem tênue entre sentirmos a dor, o golpe, e ficarmos nos prolongando nela além da conta e entrando no papel de vítima. Fui vítima, sim, mas não iria me vitimizar.

No mesmo dia, quando fui dormir, à noite, fui até a janela e olhei o céu, que estava estrelado como há muito eu não o via.

Comecei a comungar com as estrelas, com o Universo e senti uma força muito grande em mim. Senti-me confiante, segura, com a certeza que as coisas iriam melhorar muito. Pedi uma ajuda, um caminho e a sabedoria para reconhecê-lo e segui-lo.

Fui dormir bem, me sentindo fortalecida, inteira, centrada.Na manhã seguinte acordei também bem, mas ao levantar da cama já me via a pensar em toda a situação problemática do dia anterior. A mente, como sempre, querendo passar de serva à senhora.

Geralmente temos tendência a isto, não é? Já acordamos pensando no problema em vez de deixarmos a nossa própria energia nos levar, nos conduzir. Já trazemos a carga pesada do problema, da dor.

Mudemos isto, por favor. Esta atitude que cisma em pensar no problema, em trazê-lo de volta, em vez de respeitarmos o nosso estado de espírito original, só serve para nos colocar num poço sem fundo e não permitir olharmos o brilho das estrelas que nos iluminam. E não  esqueçam-se, o Sol também é uma estrela.

Munida desta consciência, parei logo de pensar no problema, até porque não tinha nada que eu pudesse fazer imediatamente, e resolvi me concentrar na energia da noite anterior.

Não precisei fazer esforço nenhum para me ver e sentir mais leve, bem-humorada, e brincalhona. Apreciei o dia, meu entusiasmo voltou e também minha alegria.

É nessas horas que não dá para deixar de pensar em alguns provérbios como, “Nada como um dia após o outro”. E também, “Depois da tempestade vem a bonança”. Ela não veio, mas ainda virá, está a caminho, tenho certeza disto!

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto)

 

Caminhos…

Caminhos…

Os caminhos podem ser muitos na vida. Mas também existem pessoas que percorrem apenas um caminho a vida inteira. Se for o verdadeiro caminho dessas pessoas, ele é o suficiente para fazê-las crescer, evoluir, ser feliz.

Existem vários tipos de caminhos. Desde caminhos profissionais até caminhos espirituais. Muitas vezes trilhamos vários caminhos durante nossa jornada, dos mais variados. Outras vezes não, nos contentamos com poucos.

O importante é que a maioria dos caminhos é válida. Pois as pessoas são diferentes, têm naturezas diversas, energias distintas, destinos próprios.

Um caminho espiritual, por exemplo, pode ser maravilhoso para um, mas não servir para outro.

Assim como existem vários caminhos profissionais ou de estilo de vida que são válidos, assim também é na esfera da espiritualidade. É como o ditado: “Todos os caminhos levam a Roma”. É claro que há caminhos que não levam, mas não estou falando desses.

Há pessoas que não seguem um caminho espiritual, mas isto já é um caminho. Ser ateu, por exemplo, é um caminho, que também deve ser respeitado. De maneira alguma ser ateu quer dizer que a pessoa não seja do bem, não tenha bons sentimentos. Muitas vezes pode até ser alguém que está num momento mais evoluído do que outros que seguem alguma religião. E estes, exatamente por isto, podem achar que têm mais conhecimento, que são seres iluminados, não percebendo os seus egos inflados e seus pré-julgamentos. Não que a religião faça isto. Mas é a própria pessoa que, muitas vezes, sem perceber, a usa para exaltar o seu ego, e muitas vezes, também, para controlar o outro. Além de que religião não é a mesma coisa que espiritualidade. Esta última é mais interna e pessoal, ao mesmo tempo em que é mais abrangente, e independe de religião.

Respeitar o caminho do próximo, sua escolha, não julgar, é muito difícil. Mas devemos tentar se queremos mesmo crescer, evoluir. Todos nós julgamos: o ateu, o católico, o umbandista, o kardecista, o budista, o pagão, o mago, o cabalista, o evangélico, o bruxo, desculpe se esqueci de você, mas você também julga. Claro que não podemos generalizar, mas falo da maioria, inclusive de mim – poderia a te me justificar, mas não vou fazer isto, pois sempre temos uma justificativa para os nossos erros.

Sabe por que julgamos? Porque não entendemos alguém que pensa diferente de nós. Por exemplo, se somos artistas, julgamos os “engravatados”, que por sua vez nos julgam. E todos esquecem que cada um tem sua função importante na sociedade, neste mundo. Que um é importante para o outro, mesmo que não se identifiquem. E é aí que está o pulo do gato: APRENDER A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS. Acho que esta é a chave para a grande evolução. E quem sabe, ao se permitir conhecer o outro, não encontraremos grandes afinidades, independente do papel social que aquela pessoa personifica? Ou talvez, exatamente por ela ser tão diferente, ela não vai nos descortinar um mundo novo, cheio de novas e interessantes descobertas e possibilidades?

Permanecer fiel às nossas escolhas é muito importante, mas precisamos aprender a respeitar a escolha do outro também. Precisamos entender que cada um sabe de si, ou pelo menos deveria. O que é bom pra nós não é necessariamente bom para o outro e vice-versa. Isto não impede a troca, mas o outro precisa querer esta troca. Ele não está errado se ele não quiser. Ele tem o tempo dele, ele tem o seu próprio universo.

Acredito que a melhor forma de colocar em prática a nossa espiritualidade é olharmos para nós mesmos e, a partir daí, fazermos nossas próprias escolhas, sem nos deixarmos influenciar, sem nos deixarmos pressionar, mas sabendo respeitar também a escolha do outro.

 

Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo).

 

Resgatando as nossas partes e devolvendo as que não nos pertencem

Resgatando as nossas partes e devolvendo as que não nos pertencem

Durante a nossa vida, na qual vamos tecendo relações, vivendo experiências, vivenciando encontros e despedidas (assim como reencontros), nós doamos e recebemos.

Somos seres complexos, temos várias facetas, não somos apenas uma única coisa. Tanto é que a percepção que os outros têm de nós varia muito de pessoa para pessoa. E é claro que isto tem muito a ver com o interior destas pessoas, mas isto é outra história. Falar aqui de projeções, identificações ou da teoria da relatividade fugiria do tema que quero abordar: a doação involuntária de aspectos de nós mesmos.  Continuemos com um exemplo.

Eu tenho amigos que me acham uma pessoa engraçada. Já outros não vêm, de jeito nenhum, este traço em mim. Outro exemplo, em uma época da minha vida, ouvi no mesmo dia um amigo me considerar “meio avoada”, enquanto outro dizia que me achava muito prática.

Isto já nos mostra que o importante é confiarmos naquilo que somos – que não é pouca coisa – e não darmos tanta importância ao que pensam de nós. Difícil tarefa? Sim, mas usando a lógica e fortalecendo nossa identidade, e consequentemente nossa autoestima, chaga-se lá.

Bom, falando objetivamente das doações involuntárias, o fato é que vamos deixando pedaços de nós com as pessoas com quem nos relacionamos. E muitas vezes estes pedaços vão embora junto com estas pessoas.

Enquanto estamos nos relacionando, este pedaço, esta parte, ainda nos pertence. Mas quando não temos mais esta relação – e ela se resume a qualquer tipo – muitas vezes o outro leva esta parte de nós, sem percebermos. É como um pequeno roubo de parte de nossa identidade, de nosso ser.

Isto também pode acontecer com pessoas que ainda mantemos contato. Mas mudamos, e o outro também. A relação muda e, de repente, percebemos que, há muito tempo, uma parte nossa não nos pertence mais.

Só que esta parte, por mais que tenhamos mudado, é vital para a nossa integridade. Ela é um aspecto da nossa personalidade, e, muitas vezes, da nossa própria essência. Como resgatá-la então? Bom, primeiro temos que ter a consciência de que perdemos um pedaço nosso e ele nos faz falta. Depois precisamos saber a quem o doamos, quem foi que o levou. Próximo passo, entender o motivo pelo qual o deixamos ir. Último passo: resgatá-lo.

Para resgatá-lo podemos usar técnicas de visualizações. Concentrar-se na pessoa que detém sua parte, chamar essa parte, pedir que ela volte para você – sua parte, não a pessoa, que pode ainda estar presente na sua vida. Procure visualizar a sua parte como uma energia que se desprende do outro e volta para você, mas tenha certeza de que é a sua parte, chame-a.

Você deve estar se perguntando se não detém partes de outras pessoas também. É claro que sim, e muitas vezes são partes que não te fazem bem. Você pode fazer o mesmo processo ao contrário. Perceber que partes que não são suas que você detém, de quem são, por que estão com você – aqui você pode encontrar muitas crenças que te limitam e que de fato não são suas. Mande-as de volta a quem elas pertencem e trabalhe também conscientemente tentando se livrar delas, percebendo que elas não fazem parte da sua natureza.

Outras pessoas também podem te ajudar a resgatar suas partes. Pessoas que vão te propiciar situações, eventos ou sentimentos, que fazem você se lembrar desta parte sua, que está tão longe… Aproveite estas oportunidades para resgatar esta parte novamente, para despertá-la novamente dentro de você, pois sempre há uma sementinha que ela deixou no seu interior. E mesmo longe, ela ainda está ligada a você, nem que seja por um fio tênue de energia, pois esta parte lhe pertence.

A vida é uma troca, damos e recebemos em nossas relações, só não podemos ser roubados de nós mesmos e nem roubar o outro. Receber uma parte nossa que foi perdida – ou roubada – é revigorante, nos dá a sensação de nascermos de novo, e isto mostra o quanto este nosso pedaço nos fazia falta. Estávamos incompletos, não porque o outro foi embora, mas porque ele levou uma parte nossa.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo.)

Passado, presente, futuro… Onde você está?

Passado, presente, futuro… Onde você está?

Ontem recebi um vídeo que se intitulava “Para matar a saudade – túnel do tempo”. Talvez você o tenha recebido também. Ele vem com a trilha sonora de várias músicas de algumas décadas atrás (anos 70, se não me engano), e com imagens de várias lembranças daquela época: produtos, programas de TV (Túnel do Tempo, por exemplo), etc. No final da apresentação, uma mensagem: “A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena”

Com certeza, isto pode ser uma grande verdade. Mas comecei a refletir sobre aquele vídeo… Será que naquela época dávamos tanto valor àquelas coisas como depois que elas se foram?

Ter saudade é bom quando temos um sentimento positivo nesta saudade, quando nos lembramos do que passou com alegria, e não porque não conseguimos fazer o nosso presente melhor do que o nosso passado. Temos que ter cuidado com esse excesso de saudosismo, pois ele pode fazer com que fiquemos mais no passado do que no presente. Ele pode fazer ficarmos parados no tempo. Tem muita gente que se alimenta do passado, que lamenta a época que se foi. Precisa-se estar atento a isto. É importante estarmos inteiros no presente e com os olhos no futuro, e não no passado.

A vida anda pra frente. Ela é movimento contínuo. Se não a acompanhamos, ficamos para trás. Procurar viver o presente da melhor forma possível, e com um vislumbre otimista do futuro, é a forma mais saudável e próspera de viver. Quando falo vislumbre otimista do futuro, falo em se ter metas, objetivos (de qualquer natureza) e estarmos trabalhando neles a partir do hoje. A vida é construção, e só se pode construir o que está por vir e não o que já passou.

Sei que há muitos que preferem o mundo de antigamente ao mundo atual. Eu mesma me imagino melhor vivendo num filme de época, e não numa ficção científica, por exemplo. Tem muita gente que reclama do excesso de tecnologia, de comunicação… Sim, aquela época era mais gostosa, mais calma. Mas eu seria ingrata se não reconhecesse as portas que a tecnologia me abriu. As oportunidades e os ganhos que a internet, por exemplo, me deu e me dá. A facilidade que a comunicação global atual me proporciona. Agora mesmo, quem estaria lendo este meu texto, se não fosse tudo isto? Eu estaria angustiada, em casa, querendo me expressar, com ânsia de colocar as minhas ideias, pensamentos e sentimentos para o mundo, através da minha escrita, e não teria um canal tão rápido e eficiente. Já me vi assim… No início dos anos 90.

O importante é sabermos tirar o melhor de cada momento presente, aproveitar as oportunidades que cada situação nos revela e nos proporciona. Isto é saber viver. Pois em tudo na vida, e em todas as épocas, há os prós e os contras. E o sábio é aquele que não se lastima, simplesmente segue em frente.

Voltando ao vídeo que recebi, ficou claro perceber que as coisas do passado que eu mais gostava, presentes naquela mostra, não eram insubstituíveis. Adorava as músicas, mas depois vieram outras melhores, e continuam vindo, é só saber procurar. Lojas como a Mesbla, existem um monte por aí.  (O que são os shoppings se não uma Mesbla superdimensionada?) E as balas Soft … Bem, não sou mais criança, né?

Vamos tentar fazer do nosso presente o melhor momento de nossas vidas. Afinal, como é bem falado por aí, o nome já diz: ele é um presente. Um presente da vida, do universo. Por mais difícil que esteja seu momento presente, saiba que você pode mudá-lo. Olhar para o futuro com esperança vai ajudar nisto. Olhe para o horizonte e crie metas, objetivos; veja seus sonhos realizados no futuro, e trabalhe no presente para materializá-los. Do passado, traga a experiência e a alegria dos bons momentos vividos.

Se o mundo atual não está muito bom para você, não se preocupe, faça a sua parte. Uma sociedade é formada por indivíduos. Se todos estiverem bem, produzindo e felizes, teremos um mundo melhor. Somos como pequenas células em um organismo gigante. Se cada um for responsável pelo seu presente, poderemos criar um futuro que valha a pena. Faça e viva o seu melhor hoje, o mundo agradece.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

O Calor do inverno

O Calor do inverno

O Solstício de Inverno traz a noite mais longa do ano. A partir daí o sol começa a ganhar força, bem devagarinho e aos poucos. O frio é cortante, o tempo é de introspecção, quietude, silêncio e meditação.  Nos sentimos mais serenos e imóveis, com vontade de nos transformarmos em ursos para termos direito de ficarmos na toca, na caverna, por mais tempo do que o mundo externo permite.

Quem se conecta aos ciclos da natureza, como um praticante do paganismo, por exemplo, sente com mais intensidade esta época do ano. Melhor ainda, percebe-a melhor e a compreende. Muitas vezes parece que tudo para  e fica suspenso; esperando um melhor momento, esperando a próxima estação, que não vem se manifestar somente a partir do Equinócio da Primavera, mas sim, quando esta começa a se anunciar, através do calor do sol, que timidamente aparece, e do degelo – nos países mais frios – que começa a ocorrer. Esta época é o Imbolc, que acontece no início de agosto no Hemisfério Sul.

Mas estamos agora adentrando o inverno, marcado por menos energia solar e mais energia da Terra, que está em seu ápice.  Imbolc ainda está por vir e podemos aproveitar este momento de quietude e interiorização para nos conectarmos com nossa luz interna, a fim de fazê-la brilhar no momento certo, quando o inverno começar a dar os seus primeiros passos rumo a sua jornada no outro Hemisfério.

De nada adianta querermos nos sentir como no verão, por exemplo.  É uma questão de energia reinante. Equinócios e Solstícios são portais de energias. Se nos conectamos com elas, tudo flui de modo harmônico, como são os ciclos da natureza. Mas se começamos a nos atropelar, a nos forçar, acabamos por nos desconectar de nós mesmos, correndo o risco de adoecermos ou ficarmos desequilibrados. Devemos ter atenção, pois infelizmente o mundo atual nos exige uma constância artificial que vai contra os ciclos naturais.

O inverno é momento oportuno para um trabalho de autoconhecimento através de mergulhos profundos em nós mesmos, porém de uma forma suave, prazerosa.  Podemos fazer isto de várias formas como através de meditações, jornadas xamânicas, contato com nosso animal de poder e aliados, oráculos e o que mais a sua criatividade lhe sugerir. Por falar nela, ela está bem de saúde, está mais lânguida, mas presente, e vai se manifestar de uma forma mais diáfana, podemos dizer assim, o que às vezes, pode até ser melhor.

O Solstício de Inverno , no entanto, nos traz uma mensagem de esperança, pois aos poucos e gradativamente, a luz vai aumentando na Terra. Com isto, aproveitamos para nos curarmos e despertarmos nossa criança interior.

Como na lua minguante, o inverno é momento de limpeza, cura e transformação. Porém, é diferente, pois ele anuncia o crescimento da luz solar. Isto nos dá uma sensação de preenchimento e plenitude, diferente do que acontece na lua minguante que ruma para o vazio.

Quando conectados a nós mesmos, neste período do ano, por mais frio que esteja lá fora, sentimos o aconchego proveniente do calor de nossa luz interior. E com o passar dos dias desta estação, ao mesmo tempo em que a luz solar vai ganhando força, a nossa luz interna também vai se intensificando, anunciando o nascimento de um novo ciclo.

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

Nota: Em 2017, o Solstício de Inverno acontece, no Hemisfério Sul, no dia 21 de junho.