Quando vivemos vidas passadas em nossa vida atual

Quando vivemos vidas passadas em nossa vida atual

Não, não. Não é nada esotérico, nem mágico. O que quero falar aqui diz respeito à autotransformação.

Outro dia algo me levou a me lembrar de uma época da minha vida em que eu era uma pessoa muito diferente do que sou hoje. Fiquei então me lembrando de como eu era e tive a sensação de uma reencarnação na mesma vida.

Aquela Ana de outrora era tão diferente do que sou hoje, que parecia outra pessoa. Ela levava uma vida que eu acho que não conseguiria levar agora, ela se portava de uma maneira completamente distinta do que sou no presente.

Muitas pessoas que me conhecem há muito tempo devem estar especulando que época é essa. Só para não deixar vocês pensando errado, digo que não era a época em que me divertia adoidado, que fazia teatro, que não parava em casa, que era mais espontânea e egoísta.

Não. Essa Anna ainda mora dentro de mim e está mais perto do que vocês imaginam. Claro que com mais maturidade, mais sábia e com outros interesses. Esta Anna eu não vejo como outra encarnação, apenas levando uma vida bem diferente.

A Ana a que me refiro é essa mesma, com um “n” só, e mais antiga ainda. Mas é só isso que falarei sobre ela, até porque não preciso entrar mais em detalhes para falar deste processo de autotransformação. Mesmo tendo algumas básicas características comuns, ela é tão distante…

Bom, mas refletindo sobre estas tantas Annas, e é claro que houve outras Annas ao longo de minha vida, assim como haverá mais, fui percebendo o quanto já me transformei ao longo da minha jornada.

Esta transformação é tão vital ao ser humano, pois tudo muda, tudo está em constante movimento. Por que então, nós, seres humanos, deveríamos ficar cristalizados em nossas formas de ser, pensar, sentir e agir e sermos a mesma pessoa a vida toda?

A evolução pressupõe mudança, transformação. Esperamos que sempre para o melhor. Aliás, crescer interiormente é isto. Mas só para lembrar, muitas vezes o que vemos em pequena escala como uma mudança negativa, na verdade é uma mudança positiva dentro de uma perspectiva maior.

Agora, a chave para a transformação individual é a busca pelo autoconhecimento, pois através dele vamos chegando cada vez mais perto de nossa verdadeira essência, de nossa verdadeira natureza.

Acho que as sucessivas transformações são isto, camadas e camadas que vamos tirando de cima de nós, chegando cada vez mais próximos de nosso verdadeiro ser. O que não impede que muitas vezes outras camadas externas estejam se aderindo a nós.

E assim vamos num trabalho constante de transformação, filtrando o que é nosso e o que não é. Separando o que queremos interiorizar e o que de fato não combina conosco, mesmo que digam que é o melhor para nós. Aliás, somente com muito autoconhecimento poderemos saber o que de fato é bom para nós. E apenas nós saberemos isto, jamais o outro.

E neste infindável processo de individuação, de crescimento e evolução, estamos sempre passando por metamorfoses e nos reencarnando nesta mesma vida.

Anna Leão (favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

E ela fazia o que podia…

E ela fazia o que podia…

E ela fazia o que podia…

Tentava, tentava, tentava, e fazia o que podia.

Plantava, colhia, plantava, colhia… Mas nunca colhia o que dizia realmente querer.

Talvez não usasse as sementes certas…

Talvez não cuidasse o suficiente do seu plantio.

Como queria ter um belo e florido jardim se não lhe dedicava tempo suficiente?

Muitas vezes preferia se transformar numa borboleta e perambular pelos ares…

Mas ela fazia o que podia, pois também precisava dar os seus voos periodicamente…

Ela era leve, livre, colorida.

Ela era esperta, doce e amorosa… E queria brincar… Precisava brincar e levar brincadeiras para o mundo.

E era isto que ela fazia quando em sua forma de borboleta… Ela distribuía prazer, sonhos e brincadeiras para todos que encontrava.

Nem sempre ela percebia o que fazia, ou melhor, o significado do que fazia, mas a verdade é que ela fazia.

Sim, ela encantava a todos com a sua magia… Mas não percebia que com isto já fazia o que queria.

Portanto, voltava para plantar as sementes e cultivar seu jardim.

Mas o jardim já estava pronto, só que ele não ficava ali, não naquele pedaço pequeno de terra.

Seu jardim era o mundo. E ela, sem perceber, também plantava suas sementes nele, e o regava com regularidade.

Um belo dia as coisas mudaram drasticamente…

Seu pequeno jardim foi inundado por uma terrível tempestade.

Ela achou que tinha perdido tudo e, desolada, se transformou novamente em borboleta para tentar amenizar o seu pesar.

E qual foi a sua grande surpresa?

Ao sair de novo batendo suas asas pelo mundo, o seu prazer e a sua alegria por voar livremente contagiavam, mais uma vez, o coração de todos, que abriam um sorriso sempre que ela passava.

Aquele era o seu maior dom, embora ela nunca o percebesse.

E naquela ocasião ela foi acolhida por todos, ela foi acolhida pelo mundo, pelo seu verdadeiro jardim… O maior de todos, o mais belo, aquele em que ela plantou e cultivou com prazer, alegria e leveza… Aquele que retratava realmente a sua essência.

Anna Leão (ao reproduzir, favor mencionar autoria e fonte).

O poder da faxina

O poder da faxina

Era época de lua cheia e eu havia tirado uma tarde para fazer uma faxina no quarto da minha filha mais nova.

Foi daquelas faxinas de entrar nos armários, colocar tudo para fora e fazer uma triagem. Jogar muita coisa fora, separar muita coisa para dar, tentar abrir alguns espaços…

É algo cansativo, que nunca se acaba no mesmo dia, sempre fica um pouco para depois. Enquanto fazemos esta arrumação, nos sentimos pesados, exaustos, presos numa energia caótica de tanta bagunça. Mas quando conseguimos limpar um pouco e visualizamos o cômodo já um pouco mais arrumado, mesmo que ainda não completamente, sentimos outra energia.

Sentimo-nos mais leves, mais centrados. Captamos uma energia livre no ambiente. A sensação de peso vai embora, dando lugar a uma sensação de renovação, no ambiente e em nós mesmos.

Naturalmente, como um insight, comecei a fazer uma analogia com nossas crenças e padrões comportamentais. Dentro destes padrões estão as crenças, tão fortes e arraigadas, mesmo quando não as percebemos, e acho que exatamente por isto.

Naqueles dias entrei muito em contato com algumas crenças “pessoais”, que na verdade não me diziam muito respeito. E no processo da faxina do quarto de minha filha, me vi sendo purificada também de crenças obsoletas e impróprias em mim. Vi-me faxinando também a minha mente, o meu ser, de coisas velhas, ultrapassadas, que inconscientemente me foram impostas sem o meu conhecimento e consentimento.

E acho que este é o grande problema. Quando temos crenças que não foram assumidas por nós de livre e espontânea vontade, e sim, impostas pelo externo. Como o vestido que você ganha, não gosta, nunca usou, mas não pode abrir mão dele porque foi seu avô quem lhe deu, por exemplo.

Sempre faço um ritual para a lua cheia. Naquela ocasião não consegui fazê-lo de tantas informações novas e importantes que surpreendiam algumas crenças impostas e ingênuas que ainda me pertenciam. Eu não estava com a energia propícia para realizar um ritual, pois a mente estava a mil. E quesito básico para um trabalho mágico é a mente serena e concentrada.

Eu me programei, então, para fazer o ritual no dia seguinte, e, novamente, não o fiz, pelo menos da forma esperada. Porque depois de toda aquela faxina, senti que realizei meu ritual de outra maneira. Uma maneira tão mágica quanto a que costumo realizar todo mês.

Energia existe em toda parte e em tudo. O simbolismo está no ar. As correspondências existem. O exterior é reflexo do interior. E podemos melhorar o interno através do externo e, com certeza, vice-versa. É por tudo isto que existem os rituais. E é por tudo isto que eles funcionam!

Anna Leão (favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

Porque se dar prazer é muito importante…

Porque se dar prazer é muito importante…

A vida sem prazer é como uma comida insossa, ou como uma sobremesa sem açúcar, para quem prefere o sabor doce.Muitas vezes na rotina de nosso dia-a-dia nos esquecemos de nos alimentar com este poderoso e imprescindível combustível: o prazer.

Exatamente na hora em que mais precisamos dele, é quando o esquecemos. Quantas pessoas estão tão atarefadas e pensam que não têm tempo para o prazer, como se ele fosse um artigo de luxo. Mas não é não. O prazer é vital para a nossa saúde física, mental e emocional.

Outro dia, uma amiga estava me confessando que sua rotina diária estava difícil de suportar. Eu logo falei para ela: “Procure dar-se prazer nestes dias mais puxados. Por exemplo, marque um almoço com uma amiga, vá ao cinema.”

O fato de você saber que vai fazer algo de que gosta, que lhe relaxa, que lhe satisfaz, faz você encarar aquele dia com mais disposição e sair da rotina.

Primeiro você precisa saber o que realmente lhe dá prazer, e isto pode variar de períodos em períodos. Não se cobre demais, não ache que você está perdendo tempo. A vida sem prazer é insípida.

Muitas vezes a gente se acostuma a não ter prazer. É como se ficássemos anestesiados ou robotizados. Temos que ter cuidado, pois isto pode ser o começo de uma depressão. Assim como um excesso de prazer também pode evidenciá-la, onde você o usa como uma fuga.

O negócio é o equilíbrio, como sempre falo. Mas também sem ficar neurótico por ele. Há momentos em que precisamos mais de um tipo de coisa, exatamente para equilibrarmos os pratos da balança.

Voltando ao comodismo à rotina, precisamos estar atentos para conseguirmos sair de padrões cristalizados. Há tempos você se acostumou a não fazer nada de diferente, nada que lhe dê prazer realmente, e não consegue mudar isto? Cuidado! Faça um esforço, pois você merece viver o prazer. Ele vai lhe dar um novo gás, ele vai lhe dar entusiasmo.

Lembro que quando tive minha segunda filha, enquanto ela era bebê, ela não me dava muito sossego. Uma vez uma amiga estava em minha casa e eu disse para ela: “Não sei se vejo um filme à noite ou vou dormir para aproveitar e descansar.” Minha amiga disse: “É um filme que você quer ver, veja-o, você também precisa se dar prazer.” Foi o que eu fiz e valeu à pena. Às vezes são coisas tão pequenas, mas tão importantes, que nos farão um bem enorme.

Quanto aos prazeres, existe um monte: sexo, comida, um cinema, um passeio, a natureza, uma companhia agradável, um vinho, uma música, um bom livro, uma massagem…

Enfim, a lista é infinita e é você quem vai escolher baseado no que você sabe que realmente lhe dá prazer.

Só tenha cuidado para não transformar o prazer em compromisso, se não, ele perde o seu significado.

Brindemos, então, ao prazer!

Anna Leão (favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo)

A magia se faz necessária

A magia se faz necessária

Magia… O que é magia? Vou falar de magia em seu sentido mais amplo. Muitos dizem que a vida é um milagre, pois é, a magia é um milagre. Milagre é magia! A vida é mesmo um milagre, portanto ela é mágica!

 

Por mais científicos que possamos ser, por mais explicações que possamos ter, não dá para escapar do sentido mágico da vida e da existência!

 

Hoje em dia vivemos tão assoberbados de tarefas, vivemos tão pragmáticos, vivemos em tanta rudeza, que fica difícil sentir e perceber a magia ao nosso redor, na vida e em nós.

 

Uma simples sincronicidade, ou coincidência, como chama a maioria, pode ser sentida de uma forma mágica. E magia também é isto, você pensar em alguém e encontrá-la na rua. Você desejar algo e isto acontecer! Aliás, fazer acontecer com a força de nosso pensamento, de nossa vontade, é fazer magia.

 

Alguns usam instrumentos, símbolos, “apenas” para poderem focar melhor suas intenções. Ou para concentrarem cada vez mais o próprio poder pessoal de realização. Portanto, vejam, a magia está por toda parte, ela está em nós. Ela também tem suas leis, e uma das principais é a lei do retorno.

 

É uma questão de causa e efeito, é uma questão de sintonia. É como opera a Lei da Atração. Semelhante atrai semelhante. Se você emana boas energias, você vive rodeado delas, as atrai para você. Simples assim.

 

Perceber a magia na natureza, em nós, na vida, no mundo, é o primeiro passo para poder fazê-la também. Para isto precisamos nos focar na magia, precisamos criar momentos para sentir o seu pulsar no mundo e em nós. Precisamos de momentos para contemplação.

Se vivermos somente na correria, na realidade do dia-a-dia, não conseguiremos captar, nem emanar nenhuma energia mais sutil.

 

Podermos olhar um céu estrelado, por exemplo, ou uma montanha, ou até mesmo a chama de uma vela é nos darmos oportunidades para sentirmos a corrente mágica invisível que cerca a tudo e a todos.

 

Permitirmo-nos a coisas mais etéreas, românticas e lúdicas é nos darmos um presente neste momento tão “hard” em que passa o mundo. Tomar este barco mágico e caminhar rumo às estrelas é podermos trazer mais leveza a nossa vida.

 

Em vez de respondermos a um mundo estressado com mais estresse, podemos levar a ele o que ele mais precisa: leveza, magia e sensibilidade.

 

Não esqueçamos que somos nós, com as nossas próprias energias, que fazemos o mundo em que vivemos! Criamos nossa própria realidade com nossos sentimentos, pensamentos, comportamentos e vibração. O conjunto disto tudo gera a nossa própria energia única, e é com ela que contagiamos o mundo. É com ela que criamos o nosso próprio mundo.

 

Anna Leão (Todos os direitos reservados.)

 

 

O prazer de se cuidar

O prazer de se cuidar

Outro dia acordei cedo morrendo de sono achando que não teria pique para nada durante o dia. Este é o resultado de sono atrasado! A princípio, devido à moleza, pensei em colocar uma roupa qualquer e sair. Mas pensei bem e resolvi não sair de qualquer jeito.

 Escolhi cuidadosamente a roupa, maquiei-me, perfumei-me e, de repente, estava com outro ânimo. Aquela vontade de não fazer nada passou e me vi entusiasmada, tecendo mil possibilidades para aquele dia.
Tirando o exagero da vaidade e a obsessão pela forma perfeita, é muito bom cuidarmos da gente. São de vital importância nos arrumarmos e nos sentirmos bonitas. Isto faz uma diferença! É um presente que damos a nós mesmas. Isto eleva a nossa energia, a nossa frequência vibracional, e contribui demais para a nossa autoestima.
Não somos só um corpo, mas somos também um corpo. E assim como cuidamos de nossa mente e emoções (pelo menos assim deveria ser), precisamos cuidar também de nossa aparência, pois faz parte do nosso ser. Somos um conjunto de diversas partes, podemos dizer. Todos os nossos aspectos devem ser valorizados. O desequilíbrio se dá quando negligenciamos ou valorizamos em demasia um aspecto em relação a outros. É claro que muitas vezes precisamos dar mais atenção a uma parte de nós que esteja capenga, mas isso é feito exatamente para nos equilibrarmos.
Nossa aparência não deve ser menosprezada. Assim como aprimoramos um talento, evoluímos espiritualmente através do autoconhecimento, cuidamos de nossa saúde, estudamos assuntos que nos interessam, para nos aperfeiçoarmos em nosso trabalho, ou mesmo em nossa vida, também cuidamos de nosso corpo, de nossa aparência. Este autocuidado tanto reflete, como conquista a autoestima.
Não digo para você ser quem você não é. Mas dentro da sua própria autenticidade, tire o melhor de você. Mime-se, cuide de você inteira, se sinta bonita. Não negligencie a sua aparência porque acha supérfluo, ou não tem tempo, ou mesmo não se acha bonita. Todas nós somos bonitas, e esta beleza é sentida e externada quando gostamos de nós por inteiro, quando valorizamos e cuidamos de cada aspecto nosso.
Ser mulher é sinônimo de beleza, e não há vergonha nenhuma nisso, pelo contrário. Todos procuram a beleza no seu sentido mais amplo e abrangente: a beleza na natureza, nas artes, até mesmo num prato de comida. Embora ligada à estética, ela a transcende, aliás, ela é transcendente. Beleza é harmonia e equilíbrio, e principalmente amor. Portanto, se ame. Se ame por inteira! Faça isso não se esquecendo de nenhuma parte de si mesma.
Beleza é o que faz nossos olhos brilharem. Por que não se sentir bela, então? Por que não proporcionar aos outros um pouco de beleza? Por que não se inspirar pela beleza alheia e permitir aos outros que se inspirem também com a sua beleza? Assim como eu posso ficar horas apreciando uma obra de arte, ou a beleza do mar com suas águas cristalinas, eu também me vejo apreciando um homem ou mulher que me encante com sua beleza, sem nenhuma conotação sexual. Isto é outra história, e passa por outros canais, podemos dizer assim…
Você não precisa ser uma beldade, mas a sua pele aveludada, que você resolveu cuidar, ou mesmo o par de brincos que colocou podem dar um colorido todo especial ao dia de alguém que não estava muito bem, e a viu passar na rua. E sem sombra de dúvida, dará um colorido especial ao seu próprio dia. Experimente fazer isso!

 

Anna Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

 

Lughnasadh – o primeiro festival da colheita

Lughnasadh – o primeiro festival da colheita

O festival de Lughnasadh é de extrema importância, pois nos dá a chance de agradecermos por tudo que recebemos no período de um ano. Os povos antigos tinham a grande sabedoria e humildade de saberem agradecer, fato pouco valorizado nos nossos tempo atuais, quando só sabemos pedir.

 Nesta data ( 1 de fevereiro no HS e 1 de agosto no HN), celebramos o sacrifício do Deus em prol da vida de seu povo. O Deus Sol se funde à terra (o ventre da Deusa) dando a sua energia às sementes, propiciando a colheita dos grãos. Porém ele renasce com as próximas colheitas através da benevolência da Deusa. Por Ela, Ele morre, por Ela, Ele renasce.
Do ventre da Deusa surgem, então, as primeiras colheitas, que podem ser traduzidas aqui não só no alimento físico, mas em tudo que colhemos como consequência das sementes por nós plantadas.

Isto quer dizer que este é o primeiro momento de colhermos os frutos de nossos objetivos, de nossas iniciativas. E principalmente agradecer por eles, por tudo que nos foi concedido no período de um ano, tanto as coisas boas, como as “más”, pois sempre ensinam algo. Aqui a Deusa é reverenciada como A Mãe dos Grãos e Senhora dos Animais, pois a conexão com a Natureza e a sua vida selvagem, a fauna e a flora, é muito forte neste sabbat.

 No paganismo celta este festival é dedicado ao Deus Lugh – Deus solar, guerreiro, poeta – e a sua mãe adotiva Taltiu. Diferentemente do mito do Romance da Deusa, nos mitos celtas quem se sacrifica, todos os anos, para que o ciclo da colheita continue é a Grande Mãe, simbolizada pelo sacrifício de Taltiu morrendo ao limpar a planície central da Irlanda para permitir o cultivo.
Lughnasadh é o momento ideal para casamentos, dentro da cultura celta, e não Beltane, como muitos pensam.

Nesta época do ano – meio do verão – vemos esta mesma celebração em várias outras culturas. Yemanjá, por exemplo, é comemorada neste dia também, aqui no Brasil, e ela é a Orixá Mãe.

Este primeiro festival da colheita (ao todo são três na Roda do Ano) é chamado pelos povos anglo-saxãos de Lammas, que se traduz pela Festa do Pão. Neste dia os pães são feitos com os primeiros grãos da colheita e oferecidos aos Deuses antigos. Aqui sabemos que precisamos dar o melhor de nós.

 Anna Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)
Intervalo

Intervalo

Quantas coisas, quantos afazeres, quantos projetos, quanta correria! E neste corre-corre da vida temos que ter cuidado para não nos perdermos do sutil, da magia, da intuição, da criatividade mais primitiva.

Dar uma parada de tempos em tempos é essencial. Tirar um dia para sentir dentro é vital!

Percebo que já faz algum tempo que não escrevo o que vem de dentro, isto é, o que sinto?  Quase um mês, talvez? Isto para mim é muito tempo para não registrar as minhas emoções, as minhas percepções… Textos mais técnicos apenas, porque estou mais técnica, mais prática, mais objetiva.

Que bom! Isto é ótimo para alguém tão viajante quanto eu… Tão diáfana, etérea, dionisíaca, lisérgica. Todas estas características já atribuídas a mim. E, diga-se de passagem, que eu adoro! Pois sou assim também, e gosto de ser reconhecida pelo que sou.

Mas também sou outras coisas. E são elas – meio que opostas daquelas – que vieram ganhando espaço em mim de uma forma mais intensa de uns meses para cá.

Muito movimento, a mente bem desperta – digamos que a mil – alerta, querendo e procurando aprender mais e mais; a técnica, o novo, o inesperado, o que antes não era nem cogitado.

E com tudo isto, muitas vezes, vejo-me tendo que sair do meu tempo interno – aquele mais lento, tranquilo e sereno – para acompanhar o pragmatismo e a rapidez de todos a minha volta. E com isto, me surpreendo percebendo que também tenho um tempo mais ágil. Mas claro, muito longe do estresse. Não me permito chegar a esta neurose. Aqui é só uma questão de ritmo, porém, posso falar apenas de mim.

“Mas como não se perder de si mesma?” -Você pode perguntar. E eu respondo: estando aberta, disponível e feliz por conhecer mais de mim; por cavar mais fundo em busca de tesouros escondidos; por querer me superar, por querer crescer, mas sem me violentar.

Nesta “brincadeira” de corre-corre me vejo passando por uma grande iniciação, em vários sentidos. Algumas mudanças, algumas confirmações, a volta de antigos talentos, conjugação de meus dons, descobrindo outros…  E quanta coisa mais!

O importante é estar fiel ao meu próprio ritmo, fazendo a minha própria música, a minha própria dança e aprendendo a me fazer respeitar por isto e, com isto, a respeitar o outro. Mas para estar fiel ao meu próprio ritmo preciso antes perceber em que ritmo eu me encontro, e  para isto,  se faz necessária a pausa, o intervalo.

Largar tudo, ficar um dia, pelo menos, apenas em contato comigo mesma. Ficar no vácuo, no silêncio, em contato com o universo que habita dentro de mim.
Anna Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo).

A Lei do Distanciamento – a arte do desapego

A Lei do Distanciamento – a arte do desapego

O Universo é regido por várias Leis Espirituais. Estas leis comandam tudo que há no mundo, inclusive nós, seres humanos, que fazemos parte deste mundo. Estarmos sintonizados com estas leis é a garantia de fluirmos com o Universo, numa prosperidade constante e contínua em todos os níveis de nossas vidas.

Uma destas leis é a Lei do Distanciamento, explanada no livro A sete Leis Espirituais do Sucesso, de  Deepak Chopra.  Esta lei talvez seja uma das mais difíceis a serem compreendidas e postas em prática, devido ao apego existente e estimulado em nossa sociedade ocidental.

A Lei do Distanciamento se baseia no desapego, no soltar. Não devemos nos apegar ao que queremos, aos resultados, aos objetivos finais, a nada. É um pouco daquele preceito: o importante é a jornada. E é isso mesmo! Deleitarmo-nos com o processo, com o tempo presente de nossas ações, rumo aos resultados almejados. Simplesmente ir no fluxo, deixando fluir o movimento que nos levará naturalmente onde queremos chegar.  Não é nos esquecermos de nossos objetivos, muito menos ficarmos de braços cruzados, é apenas nos desapegarmos dele.

Como me desapegar daquilo que quero alcançar?! Pode parecer estranho, até mesmo contraditório, principalmente visto pelo paradigma vigente do apego. Mas não é. Continuamos com nossa intenção – aliás, outra Lei Espiritual, a Lei da Intenção e do Desejo (também  abordada no livro de Chopra). Temos nossa intenção, e, inclusive, ela precisa ser bem clara. Mas não podemos ficar presos nela. Sabemos o que queremos, trabalhamos em prol de conseguirmos atingir nossos objetivos, mas não nos apegamos a eles, em nenhum nível.

Na Lei da Intenção e do Desejo está implícita a certeza da realização de nosso objetivo. A confiança e a autoconfiança que isto gera, permite que a Lei do Distanciamento seja aplicada quase que automaticamente. Se temos a certeza que nosso desejo se realizará, podemos soltá-lo, nos distanciarmos dele, pois, por esta certeza,  já o  sentimos realizado. E, na verdade, ele já está realizado, energeticamente, só falta se materializar. Você percebe como estas duas leis espirituais estão intimamente ligadas? Parecem contraditórias, mas na realidade, uma é consequência da outra.

Para entendermos melhor a Lei do Distanciamento, vamos usar um estado emocional tão presente nos dias de hoje na população, a ansiedade. Ela é um reflexo de como estamos no apego e tão distantes, sem trocadilhos, de nos aprumarmos com a Lei do Distanciamento. Uma das características desta lei, além da certeza de nossos objetivos já alcançados,  é a paciência. Nenhum ansioso é paciente. Quando estamos neste estado, mesmo que não seja constante, estamos sem paciência. A ansiedade é fruto do apego, do imediatismo ou da insegurança. Na Lei do Distanciamento não há lugar para nada disto, pois ela é exatamente o contrário disto tudo. Ela é desapego, paciência e confiança.

Quando estamos em fase, isto é, alinhados, com a Lei do Distanciamento nos sentimos leves, tranquilos e seguros em relação aos nossos objetivos. Conseguimos apreciar melhor a paisagem da estrada, sem a pressa de chegarmos logo ao destino almejado, pois nos sentimos como se já estivéssemos lá, aquilo já faz parte de nós, vemos e sentimos tudo de uma perspectiva maior.

Soltar o problema, a intenção ou mesmo uma situação é termos calma para construirmos o que queremos da melhor maneira. É conseguirmos encontrar soluções para problemas, onde antes parecia que não havia. Aliás, com a Lei do Distanciamento em ação, a probabilidade dos problemas aparecerem em relação ao nosso objetivo é quase nula.

Aplicar a Lei do Distanciamento é olhar tudo com uma visão mais ampla, como a águia que enxerga tudo de cima, percebendo a vastidão de peixes que se encontram no mar para alimentá-la. Com isto ela não se identifica com uma presa apenas, pois ela sabe que o Universo tem Infinitas Possibilidades para suprir a sua fome.

Anna Leão.( Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este artigo)

 

 

Saindo da zona de conforto

Saindo da zona de conforto

A vida muda o tempo todo. Nada é constante, tudo é fluxo, movimento. Mas e a nossa vida, será que ela também muda o tempo todo? Quantas pessoas nós não conhecemos que estão vivendo suas vidas sempre do mesmo jeito? Quem sabe nós não somos algumas delas? Se não, quantas vezes não ficamos estagnados numa mesma fase por muitos anos? Como somos vida, como estamos vivos, temos que fluir junto com ela. Temos que nos mexer e movimentar a nossa vida.

Eu mesma sempre procurei mudar as coisas na minha vida a cada ano. Pelo menos eu mudava a rotina, me dedicava a coisas novas, fazia um novo curso, por exemplo. Mas hoje vejo que isto era apenas uma pequena mudança, na verdade, era uma ilusão para eu achar que me movimentava de fato. Realmente eu não caia na rotina, mas quando falo em movimento de vida, falo em algo muito maior. É mudar mesmo! É mudar internamente, se renovar, se reinventar, para usar esta palavra tão em moda hoje em dia.

A mudança interna vai acarretar mudanças externas, nisto não há dúvida. Mas também podemos começar pela mudança externa, forçá-la a acontecer, para conseguirmos mudar um padrão interno. Para isto precisamos sair da nossa zona de conforto, expressão tão utilizada ultimamente, mas extremamente verdadeira.

Sair da zona de conforto é difícil, pois nela nos sentimos sempre seguros. Porém nela não há desafio, não há crescimento, não há superação. Não fomos feitos para ficarmos estagnados, nem interna, nem externamente.  Podemos ser e fazer o que nós quisermos, o que nos propusermos, mas para isto precisamos nos transformar realmente, nos superar.

O ser humano é extremamente adaptável, e eu sempre achei que tudo é uma questão de hábito. Mudar nossos hábitos no início é difícil, com certeza, assim como qualquer momento de transição e de mudança, mas depois de certo tempo  tudo começa a fluir naturalmente. Esse tempo vai depender muito de cada um e vai variar de acordo com o nosso entusiasmo, expectativas e disponibilidade para encarar o novo. O mais importante de tudo é ter em mente que nada é definitivo, com isto nos sentimos livres para mudarmos sempre e ousamos sair de nossa zona de conforto.

É natural do ser humano buscar conforto e comodidade. Mas se pararmos para pensar bem, veremos que isto é verdade até certo ponto, pois se não, corremos o risco de estagnarmos e vivermos num marasmo tedioso. Você pode chegar e me dizer: “Não corro esse risco, pois trabalho muito e não tem como minha vida ficar tediosa”. Sim, concordo. Tédio não existirá, mas comodismo e hábito sim, e isto ao longo de muito tempo pode não ser bom, pode fazer você se transformar num robô, de entrar num grande automatismo.

O mais importante para você é saber, de fato, se já está na hora de largar a zona de conforto. “Como vou saber?” Simples. Faça as seguintes perguntas para você mesmo: Eu estou feliz? Estou me sentindo bem?  Sinto-me leve, interessado pela vida? Se a resposta a todas estas questões forem positivas, perfeito, você está crescendo. Mas se não, se há alguma insatisfação, alguma inquietação, se você sente alguma frustração, está na hora de criar coragem e procurar uma mudança significativa na sua vida. Como você irá fazer isto é com você, mas uma coisa é certa: você terá que sair da zona de conforto.

O desconhecido gera desconforto, isto é natural. É importante que você saiba disso. Mas para mudar, para resolvermos questões internas ou mesmo externas, precisamos olhar para a  frente, para o novo, e o novo é desconhecido. Dá aquele friozinho na barriga e a vontade de se agarrar aos velhos hábitos, conceitos, padrões e ao que dá segurança. Não nos permitimos sair da zona de conforto. Então, sinto comunicar, não alcançaremos mudança nenhuma, não cresceremos, nem evoluiremos.

A maioria das pessoas espera sentir a vontade, o ímpeto de mudar seu comportamento para, então, colocar tudo em prática. Mas isto não funciona. Tem uma hora que precisamos fazer um esforço. Você não pode esperar as coisas acontecerem espontaneamente porque isso não vai acontecer nunca, se não tiver um empurrão consciente da sua parte. Você precisa colocar a mudança em andamento, na prática, no seu comportamento. E quanto mais você for fazendo isto, mais fácil se tornará, e chegará um dia em que acontecerá espontaneamente.

Um dia assisti a um programa de TV no qual um salva-vidas que fazia resgate no mar, de helicóptero, falou algo que ilustra bem o que digo. Foi perguntado a ele se não tinha medo, que respondeu que no início sim, mas que de tanto fazer aquilo, passou a se acostumar. E ele mesmo afirmou: “Se tornou conhecido e quando se torna conhecido você perde o medo, o desconforto.”

A vida é assim, gente! Queremos crescer, queremos mudar? Temos que ousar, temos que largar a segurança, temos que sair da zona de conforto. Quando nos acostumamos já está na hora de dar o outro salto, está na hora de mudar, de desacostumar, de encarar o novo, de encarar mais um desafio, de se superar. E tudo isto faz-nos sentir extremamente vivos!

Anna Leão (Favor mencionar fonte e autoria ao publicar este artigo).