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A Lei da Impermanência

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A Lei da Impermanência é mais uma das Leis Universais que regem o Universo, e consequentemente tudo que existe nele, inclusive nós, seres humanos. Ela é uma das Leis Universais mais difíceis de serem compreendidas e aceitas.

Devido a um desconhecimento geral das Leis que regem o Universo e de uma errônea visão do mundo, baseada no medo e no ego, nós vivemos em busca constante de segurança e, por consequência, queremos controlar tudo e todos.

Porém a segurança é uma ilusão, pois tudo muda, tudo está em constante movimento, nada é estático. Pronto, acabei de explicar para você o que é a Lei da Impermanência! 

A Lei da Impermanência nos convida a vermos a vida como uma aventura, o que realmente ela é. Se entramos neste fluxo de soltar, e mergulharmos nessa jornada de possibilidades que é a vida, a nossa vida fluirá muito melhor, além de nos sentirmos mais leves, plenos e em paz.

Muitas das mazela que nos atormentam têm origem na infração que cometemos a essa Lei. Ansiedade, estresse, irritação, mau humor, frustração e depressão têm origem na nossa necessidade quase doentia de controle e segurança.

Mas a grande verdade é que não podemos controlar nada, apenas seguir com o fluxo. Quando queremos controlar tudo ao nosso redor adoecemos, pois não conseguimos atingir essa meta infinita e contrária ao fluxo do Universo.

Precisamos tirar o medo de nossos corações e mentes e colocar no lugar o amor. O amor nos dá coragem, otimismo, bom humor, leveza e confiança. O amor se sintoniza perfeitamente com as Leis Universais porque ele as gerou. 

Criação é amor, por isso ele é a matéria prima do Universo. Mas não fala em um amor unilateral, pessoal, e condicionado a isso ou aquilo. Falo em algo maior, o que realmente é o amor. Algo que estamos ainda buscando alcançar, pois ainda está enferrujado em nosso ser, devido a tanta deturpação e ilusão.

O Amor (sim, este com letra maiúscula) traz o não julgamento, o altruísmo, a diversidade e o Todo como meta principal. Ele é incondicional e sai da individualidade para o sentido de irmandade, de coletivo. Não que percamos a nossa individualidade, mas não agimos de forma egoísta com ela, nem nos achamos mais (ou menos) que os outros. Somos iguais, somos Todos Um.

E é imbuído deste sentimento de Amor, que conseguimos compreender e aceitar facilmente a Lei da Impermanência. Simplesmente porque não teremos mais medo, e com isso, não teremos mais a necessidade frenética de segurança, posse e controle.

Quer um exemplo de que o que eu falo é verdade? Imagine-se aceitando as coisas e pessoas como elas são. Imagine-se não querendo controlar o comportamento de um, o pensamento do outro, muito menos o sentimento de um terceiro. Você se responsabiliza somente por você, pela sua conduta, ações, o que vai sentir e pensar. 

Você não se sentiu mais leve? Não parece que um peso foi tirado das suas costas? E a ansiedade? De repente, você está mais sereno, certo? Pois é, você se abriu para a Lei da Impermanência, para deixar fluir, e se aventurar com prazer  e alegria na aventura que é a vida.

A Lei da Impermanência não vai contra o fato de termos objetivos e agirmos para alcançá-los. Não é nada disso, muito pelo contrário. Ela quer nos ver em movimento, pois o movimento é impermanente, ele está fluindo o tempo todo. Nós fazemos a nossa parte, mas com confiança, alegria e leveza. E deixemos que o Universo faça a parte dele.

Aliás, esta Lei nos impulsiona para mudarmos, nos transformarmos e não ficarmos estagnados num mesmo patamar. É nestas horas que muitas vezes começamos a cair, pois preferimos nos acomodar, ficar na zona de conforto já conhecida. Então “as coisas desagradáveis” começam a acontecer e não entendemos o porquê. Mas foi a forma que o Universo encontrou para nos forçar a uma mudança e sairmos do estado cristalizado em que nos encontrávamos. 

Estar no fluxo com as Leis Universais é estarmos em harmonia com o Universo. E assim a nossa vida flui, flui, flui…

Nota: texto do livro Por um  pouco mais de felicidade, de Anna de Leão.

Anna de Leão (favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo).

 

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