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Hoje eu acordei diferente…

Hoje eu acordei diferente

 

Hoje eu acordei diferente. Fui percebendo ao longo do dia que minhas ideias mudavam. De uma aparente introspecção, vontade de ficar mais na minha, quieta, foi surgindo nova forma de pensar, novas escolhas.

Uma certa inquietação que eu atribuía a reflexo do isolamento social, revelou-se em uma tomada de decisão, que simplesmente foi brotando, como mágica, sutilmente, como vem a ser toda boa magia.

Algo que eu tinha dado praticamente como decidido, uma escolha temporária acertada internamente, pareceu-me limitadora. O que eu pensava estar de acordo com os meus propósitos, de repente traduziu-se, na minha compreensão, em não dar chance ao progresso, ao avanço, ao novo, às infinitas possibilidades, a uma parte de mim.

Percebi que certo tédio que tem me acometido ultimamente, não é porque estou impedida de me movimentar no ir e vir, devido a nossa situação atual de pandemia mundial. Esse aparente tédio é devido ao fato de eu ter decidido estacionar. Ah, sim, a tão famosa zona de conforto! Esta que, sorrateiramente, nos coloca sentados em seu colo sem a gente perceber.

Logo eu, que tanto já escrevi sobre ela, achando-me emancipada de suas garras macias. Na verdade, já estava eu bonitinha de mãos dadas com ela novamente, a preguiçosa zona de conforto. Este lugar que nos coloca dormente, que nos acomoda, que nos faz, muitas vezes, ir perdendo a nossa potência, desperdiçar a nossa energia, jogar fora os nossos talentos.

Se podemos fazer mais, por que fazermos menos? Se podemos nos doar mais, por que nos doarmos menos? Se podemos ser mais, por que sermos menos? Se podemos contribuir com mais, por que contribuirmos com menos?

Sentir esta mudança interna, assim tão de repente, da noite para o dia, encanta-me. É como se eu tivesse acordado para tudo o que posso fazer, para tudo o que eu posso ser. É como se eu tivesse acordado para a inteireza do meu ser e de todos os meus potenciais; aproveitando todos eles em prol do mundo, sem desperdício de nenhuma parte minha.

Não há por que desperdiçar tempo, energia, potência, dons. Isto se chama acomodação. Precisamos seguir em frente, abraçando tudo que se apresenta para nós. Pois se veio até nós é porque vai nos servir, é porque damos conta, é porque combina com a nossa essência, principalmente quando temos plena consciência disso.

Por que adiar a ação, se a vida é feita delas? O momento é sempre agora!

Sinto-me mais inteira, renovada, com mais um propósito. Sinto-me ampliando a minha consciência, ampliando o meu ser. Sinto pulsar dentro de mim esta vontade, este entendimento, esta nova perspectiva. Diga-se de passagem, uma perspectiva que já podia ter acontecido há muito mais tempo, não fosse a minha rebeldia.

A vida, no entanto, muitas vezes nos dá novas chances dentro do que sabe ser o nosso caminho, ou um deles. E quando finalmente, mais maduros, nós nos conscientizamos, a melhor oportunidade vai se apresentando como um vislumbre, chegando cada vez mais perto, até se tornar visível, palpável e possível. Não a aproveitar é total desatino. Adiá-la, é postergar o que já poderia ter sido feito. Porém, tudo acontece na hora certa, que sempre é o melhor momento.

 Tiro como lição de tudo isso o avançar sempre. Pois a vida é isso, movimento; o abraçar das oportunidades que se apresentam, o se expandir, o alçar novos voos.

Anna de Leão (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto.)

 

 

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