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O Pranto da Deusa

o pranto da Deusa
E a Deusa sacode seu vestido azul derramando suas lágrimas sobre nós em forma de chuva.
Seu choro é forte, pesado e trágico. Vai lavando e levando tudo o que está sob  seu traje.
Ela chora de pesar, de temor e de dor.
E essa mesma dor se transfere para seus filhos que sentem a sua força.
“Por que não apenas um leve pranto, Mãe?” Perguntam eles.
E Ela mais uma vez responde com a sua própria dor, fazendo-a ser sentida em todos os corações, querendo dizer: “Estou dando sinais, mas vocês não me ouvem!”
E este pensamento lhe causa mais sofrimento, mais decepção, o que lhe provoca mais pranto.
E dessa vez a Deusa já chora sem querer, quase inconsciente, e percebe que está ficando tarde, muito tarde.
E mais uma vez tenta se fazer ouvir e pergunta:
“Meus filhos, por que vocês não me ouvem? Por que não percebem os meus avisos? Por que a pressa de chegar ao fim?”
E Seus filhos, como garotos rebeldes, dão as costas ao último apelo  Dela.
Anna  de Leão. (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir)

Nota: Este lamento me veio de uma forma repentina, ainda sob a influência do que senti em relação à  tragédia na região serrana do Rio de Janeiro. Mas quero deixar clara a minha opinião, baseada em fatos conhecidos, que as tantas mortes e perdas poderiam ser bem menores se as autoridades agissem como deveriam na prevenção dessas tragédias, como por exemplo, avisando as áreas em risco do que estava previsto acontecer.

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