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Segunda Vermelha!

De METAMORFOSE

Mulheres,

É amanhã, cinco de maio, o dia de celebrarmos nosso sangue! Chamado de Menstrual Moonday, foi adaptado para o português de Segunda Vermelha.

O que é isto? Por que isto? A rede do Sagrado Feminino vem crescendo e se ampliando e escolheu este dia para consagrarmos nosso sangue como sianl de vida, saúde, despertar e poder! Reverenciando nosso sangue, reverenciamos nosso Feminino Sagrado.

Abaixo um trecho do mail que recebi divulgando a data, com mais explicações e dando ideias de como celebrar e se conectar com o seu ciclo e poder feminino e, depois, em homenagem, segue um replay de um texto meu sobre a menstruação!

QUALQUER MULHER pode organizar uma (((SEGUNDA VERMELHA)))
na sua sala, no seu quarto,na sala de aula ou no seu apartamento,
na casa das amigas,em um parque ou qualquer outra área aberta,
na sua faculdade, no centro da cidades, em bares ou restaurantes, qualquer lugar!

POR QUÊ?
Recuperação do Ciclo de Sangue feminino como arquétipo positivo da identidade de gênero.
criar senso de humor sobre a questão da menstruação
encorajar as mulheres a se “empoderar” de sua saúde reprodutiva e menstrual
criar uma maior visibilidade sobre a questão da menstruação, em filmes, na mídia impressa,
na música e outros meios de comunicação
aumentar a honestidade em relação a nossa menstruação em nossos relacionamentos;

COMO?
Dê uma festa chamada “Segunda Vermelha”; Use roupas vermelhas;
Coma alimentos vermelhos; Dê rosas vermelhas;
Conte sobre sua primeira (ou última) menstruação a alguém;
Faça artesanato na cor vermelha para expressar seu relacionamento com o ciclo menstrual;
Discuta questões de saúde com outras mulheres; Convide outras mulheres para jantar massa com molho vermelho

CURE-SE, AME-SE, PARTILHE!

MENSTRUAÇÃO- TEMPO DE RECOLHIMENTO

De METAMORFOSE

A menstruação é um momento de regeneração e de purificação. A mulher está mais sensível, introspectiva e vulnerável. Está também, exatamente por tudo isto, mais apta ao autoconhecimento e mais próxima de sua força interior.

É de vital importância que neste período a mulher se dê tempo e espaço. Isto é importante para a sua saúde física e psíquica e também energética. É um tempo que exige mais contato consigo mesma.

A tão falada TPM é consequência desta falta de respeito com o próprio corpo, com os próprios hormônios, com o próprio ser. A mulher tem a necessidade de mais calma, de mais aconchego, de sossego na época de sua menstruação. Como ela não se proporciona isto, ela fica irritada, nervosa. O corpo que é extremamente sábio registra esta agressão e no mês seguinte pouco antes da menstruação, a mulher inconscientemente começa a se “armar” para o conflito que viverá, da sua necesidade intrínseca de quietude e da agitação constante de sua vida. Daí todos os sintomas da TPM.

Passar por todos os processo cíclicos de ser mulher é algo riquíssimo, desde que todo o ciclo seja respeitado. É daí que vem todo o poder criativo da mulher, que é inigualável. E esta criatividade precisa ser vivenciada de uma forma ou de outra, mesmo que se trabalhe com mercado financeiro, por exemplo. A mulher precisa encontrar tempo e espaço para exercer essa sua criatividade, se não, ela se castra.

Nossas ancestrais sabiam se respeitar. Nas sociedades não patriarcais, nas tribos indígenas também havia este respeito a este tempo da mulher – e à mulher, diga-se de passagem. Na cultura xamânica, a Tenda da Lua era um lugar onde as mulheres se encontravam neste período dividindo conhecimentos e conforto.

Neste mundo patriarcal e competitivo em que vivemos, a mulher não se permite a isto. O que vemos são propagandas de absorventes incutindo na mulher a necessidade de não perder tempo, de estar sempre ativa. Mas o que esperar de uma sociedade patriarcal?

É aqui que entra uma grande questão, já levantada aqui por mim, neste meu espaço. A mulher para ter as mesmas oportunidades e os mesmos direitos do homem tem que se submeter a um modelo de vida patriarcal, racional e linear. Isto é, ela tem que se submeter ao masculino. Defendo isto? Claro que não!

E será que ela precisa ter mesmo os mesmos direitos e DEVERES que o homem, ou seria melhor cada macaco no seu galho? Algo para pensarmos…

A mulher não é igual ao homem. Não existe melhor nem pior. Agora, existem características únicas que devem ser respeitadas e valorizadas. Mas o que fazer então numa sociedade capitalista e patriarcal?

Há muito tempo uma amiga me disse que há uma lei que dá três dias de folga para a mulher, no emprego, em seu período menstrual, que a mulher tem este direito por lei. Não sei se ainda existe esta lei. Perfeita! Mas infelizmente não funciona, porque para a mulher ter a mesma oportunidade de trabalho do homem ela infelizmente tem que se comportar como tal. É por isto que repito que não houve muito avanço, que de fato não houve uma conquista legítima da mulher,ou melhor, do feminino. Ela teve que suprimir a sua feminilidade, nesta questão e em muitas outras.

Que empregador vai querer empregar mulher se além das folgas mensais ela terá mais três por mês, de acordo com o seu ciclo menstrual? Então, ninguém se utiliza desta lei.

Tudo isto é algo para refletirmos profundamente. Em minhas reflexões, não só por conta disto, mas por muito mais a cerca da questão do feminino – e prefiro falar feminino do que mulher, pois assim vou mais na essência – percebo que o que é necessário é uma mudança que venha lá da base. Uma mudança de visão, uma mudança estrutural para podermos sair de um mundo tão consumista, capitalista que são reflexos de um mundo dominado pelo masculino, de uma sociedade tão patriarcal.

Eu tento fazer a minha parte e manter uma coerência entre minhas ações e o que falo. E você? Já parou pelo menos para pensar sobre a verdadeira conquista e valorização do feminino?

Anna Leão. (Favor mencionar fonte e autoria ao reproduzir este artigo)

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