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Solstício de Verão – Alban Helfin

No Solstício de Verão temos o dia mais longo do ano, e a noite mais curta, marcando o apogeu do Sol, que após o seu ápice, começa a se afastar da Terra, dando início à metade escura do ano. Após o solstício as noites vão começando gradativamente a serem mais longas.

  Este festival marca a plenitude da Deusa e do Deus. Neste momento eles estão no auge de sua paixão e como consequência a Natureza se frutifica.

  A Deusa como Mãe se prepara para nos ofertar a Primeira Colheita. O Deus, adulto e valente, em amor à Deusa se prepara para se sacrificar por Ela retornando ao Submundo. É pelo seu sacrifício que serão colhidos os primeiros grãos no festival seguinte, Lughnasadh . Estes grãos são o símbolo das sementes plantadas no Equinócio da Primavera.

  Este é o paradoxo Universal que permeia toda a existência. O yin contém o yang, o yang contém o yin, e em constante movimento a Vida mostra que contém a semente da Morte, enquanto esta contém a semente da Vida.

   Num ciclo constante o Deus Sol chegou ao seu apogeu e, como tudo que sobe, desce, a partir de agora Ele começa a caminhar para o Submundo. A Deusa, então, poderá novamente dar à luz o Deus no Solstício de Inverno, num processo constante.Toda esta energia cíclica permeia as nossas vidas, o nosso ser, a Natureza, o macro e o microcosmo.

  Não temos como fugir deste ciclo de Vida-Morte-Vida e o melhor a fazermos é compreendê-lo e nos sintonizarmos com ele, percebendo-o como a mola propulsora da existência e como a dádiva que ele é.

  Somos apenas um ponto dentro de todo o Cosmo, dentro da rede, da teia da grande Deusa, da criação do Universo. Querer se ver mais do que isto é fruto da arrogância de nosso ego, na ânsia de querer controlar, na esperança de ser senhor do Universo.

  Somos apenas pequenas peças de uma fantástica engrenagem, porém isto não nos torna sem importância dentro do Todo, pois um pensamento nosso aqui, pode gerar toda uma mudança no outro lado do mundo. Isto só nos dá o sentido de Unidade, por mais que tenhamos uma identidade separada.

  Temos nosso livre-arbítreo, somos responsáveis por nossos atos e pensamentos e suas consquências, porém tudo isto afeta o Todo, assim como somos afetados por ele e por suas partes. Vidas após vidas, ou apenas uma única reencarnação não nos tira a responsabilidade perante o Todo, mas também não nos faz senhor ou senhora do Universo.

   Sentir as corrrentes de energia, sentir a Natureza, são formas imprescindíveis de estarmos afinados com o movimento da Vida, mesmo que o momento seja de Morte.

   Por isto voltemos ao Solstício de Verão, este é um momento de celebrarmos o ápice da vida. A força da Luz está em seu grau máximo, é um momento de grande força mágica. Aproveitemos para pedirmos coragem, vitalidade, amor e saúde. Celebremos o Sol, desde seu nascimento até o seu poente!

O contato com o Reino das Fadas pode se dar neste período, tanto é que este festival homenageia também a Deusa Aine, a Rainha das Fadas. Para quem sente afinidade com o Povo Nobre, como são conhecidas pelos celtas, vale uma oferenda a estes seres que nos trazem alegria e leveza. Flores, mel, cristais e fitas coloridas são muito apreciadas por eles. 

Aqui também há o costume celta de pular fogueiras para a purificação, saúde, prosperidade e amor.

Que o Sol nos ilumine!
Que a Deusa Dana nos abençoe com suas dádivas! 

Anna Leão. 
 (Favor mencionar autoria e fonte ao reproduzir este texto)..

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