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Uma fada pousou nas minhas costas…

Uma fada pousou nas minhas costas!
Sim! No quadrante direito superior, como vocês podem ver na foto acima.
Há muito tempo eu queria fazer uma tatuagem de fada, mas ia deixando a ideia congelada, até porque eu não queria uma “fadinha qualquer” e nem pequena. Sempre me senti no mundo das fadas, ou do mundo das fadas, vai saber…
Mesmo assim, outras tattoos vieram antes dela, que sabiamente esperou pelo momento certo (ou fui eu quem esperou pelo toque dela?). Sol e lua, serpente e runa já haviam sido entalhadas em minha carne branca e delicada antes da fada.
A dor? Não…Sempre senti um certo prazer pela dor infringida pelas tatuagens. Mas a fada me trouxe uma surpresa. De tão majestosa ela precisou de várias sessões. Precisei usar adesivos anestésicos porque sentia bastante a dor (Ah, e eles funcionam sim!). Acho que o tamanho, o preenchimento com cor e os vários detalhes fizeram da fada a tatuagem mais elaborada que habita meu corpo.
Todo o processo de criação desta tatuagem foi bem interessante e diferente das outras minhas tattoos.Quando procurei o tatuador – o Marco Tattoo, do estúdio Anúbis Tattoo – eu levei um desenho já pronto de uma fada, retirado da internet, depois de muito buscar “a fada ideal”.O Marco me aconselhou a mudar algumas coisas para não ficar igual a outras, já que era uma imagem que circulava na internet. Eu queria também um triskle saindo das mãos da fada, sustentado por ela.
Começamos a elaborar a imagem e o Marco se inspirou em um desenho do artista theco Alfhonse Mucha (foto ao lado) para construir a “minha” fada. Engraçado que um outro tatuador já havia me sugerido para eu fazer uma tattoo de algum desenho desse ilustrador. Partindo do desenho de Mucha, colocamos as asas e soltamos o cabelo “da modelo”. O Marco deu a ideia de que a fada estivesse deitada em uma cama de flores ou nuvens. Eu optei pelas flores (Nas nuvens já basta eu!) e escolhi rosas azuis. Há muito eu tinha vontade de tatuar uma rosa azul, e essa era uma oportunidade perfeita de mais uma tattoo desejada se materializar em meu corpo.
Por que rosas azuis?
Ah, talvez porque elas sejam lindas e raras como as fadas (bom, pelo menos neste nosso mundo…).
De início eu queria cores solares nas asas e os cabelos vermelhos. Depois do desenho pronto, começamos a colorir primeiramente as rosas, depois as asas (que ficou um lindo degradé de cores solares), até chegarmos no tecido que escolhi vermelho. Pronto, com isto o cabelo vermelho que eu havia pensado para a fada não se destacaria. Tive que mudar, poderia optar pelo castanho, mas optei pelo loiro ( Sempre fui loira de alma! rsrsrs).
Mas nada é por acaso, pois embora desde o início a minha mente quisesse que a fada fosse ruiva, eu a sentia loira. E percebi que nisto havia o toque da Deusa celta Aine, Rainha das Fadas,  de cabelos dourados, Deusa Solar, filha de Manannán Mac Lir – Deus do Mar e guardião do Outro Mundo celta. Me senti abençoada por Aine! Tenho muito a ver com ela, e como dizia o Marco , “ A tattoo vai ganhando vida…”
Mas a coisa toda não parou por aí. Para arrematar, o triskle de Aine foi imbuído de magia formando uma linda mandala solar ao seu redor. Mandalas, nós sabemos, são símbolos do Cosmos.
Depois de um tempo percebi que além do triskle que simboliza os três reinos celtas ( o Céu, a Terra e o Mar), a própria tattoo inteira representava os três reinos: a Terra (as rosas), o Mar (Aine, filha do Deus do Mar) e o Céu (a Mandala).
Na verdade as simbologias são muito extensas e profundas, e podemos atribuir várias interpretações, até porque as coisas não são uma coisa só e, muito menos, com o rigor cartesiano. Aine, por exemplo, representa também o Reino dos Céus já que é uma Deusa, ainda mais Solar.
Os símbolos (imortais) vão chegando a nós nos momentos certos e é preciso muita coragem e, principalmente, certeza, para darmos vida a eles em nossos corpos (mortais).
Fàilte!
Nota: Triskle: símbolo celta de proteção, representando os três reinos celtas; copro, mente, alma; os ciclos eternos da natureza; harmonia e equilíbrio; movimento; símbolo solar.
Anna Leão

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